IGP-M tem deflação de 0,38% na 2ª prévia de junho

A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de junho teve queda de 0,38%, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em maio, a segunda prévia do indicador teve queda de 0,09%. O resultado anunciado hoje pela FGV ficou próximo do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pela Agência Estado, que apontavam um resultado entre -0,40% e -0,15%, com média em -0,25%. A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de junho. O Índice de Preços por Atacado (IPA) teve deflação de 0,90%, ante queda de 0,52% em igual prévia em maio. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) teve alta de 0,05% em junho ante aumento de 0,82% apurado em igual prévia em maio. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC) teve alta de 2,20% em junho, ante aumento de 0,56% apurado na segunda prévia de maio. No ano, a inflação medida até a segunda prévia do IGP-M de junho acumula alta de 1,82%. Em 12 meses, até a prévia de junho, o indicador registra elevação de 7,19%. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M de junho foi do dia 21 de maio a 30 de maio. Menor resultado desde junho de 2003A segunda prévia do IGP-M de junho, que teve queda de 0,38%, foi o menor resultado nesse tipo de indicador desde junho de 2003, quando a segunda prévia do IGP-M teve queda de 0,66%. A informação é baseada em tabela que contém a série histórica do indicador, fornecida pela FGV em divulgações anteriores do índice. Pela mesma tabela é possível observar que o Índice de Preços por Atacado (IPA) em sua segunda prévia de junho, que teve deflação de 0,90%, atingiu a menor taxa também desde junho de 2003, quando IPA teve queda de 1,19%. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) com alta de apenas 0,05% na prévia de junho, teve o menor resultado nesse tipo de indicador desde outubro de 2004, quando o IPC teve queda de 0,04%. Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), que teve alta de 2,20% na segunda prévia de junho, assumiu trajetória diversa dos outros índices, e registrou a maior variação nesse tipo de indicador desde agosto de 2003, quando o INCC teve alta de 2,27%.AtacadoO Índice de Preços por Atacado (IPA) acumula elevações de 0,61% no ano e de 6,94% em 12 meses, no âmbito da segunda prévia do IGP-M de junho. Segundo a FGV, os preços dos produtos agrícolas no atacado registram quedas acumuladas de 0,73% no ano e de 2,31% em 12 meses, no âmbito da segunda prévia de junho. Já os preços dos produtos industriais acumulam elevações de 1,04% e de 10,40%, no ano e em 12 meses, respectivamente. No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeira produtiva, os preços dos bens finais registram aumentos de 2,95% no ano e de 7,05% em 12 meses. Por sua vez, os preços dos bens intermediários têm elevações de 1,35% no ano e de 13,37% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas acumulam quedas de 3,76% no ano e de 3,93% em 12 meses. Na segunda prévia do IGP-M de junho, as altas de preços, por produtos, mais expressivas na inflação do atacado foram apuradas em ovos (5,56%); óleos combustíveis (2,72%) e carvão-de-pedra (3,22%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram observadas em óleo de soja refinado (-8,06%); bovinos (-1,79%) e álcool etílico hidratado (-4,08%).VarejoO Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registra elevações de 3,91% no ano e de 6,58% em 12 meses, no âmbito da segunda prévia do IGP-M de junho. Segundo a FGV, nesta prévia, o recuo da inflação no varejo, ante igual período em maio, foi impulsionado pelas desacelerações de preço em Alimentação (de alta de 1,01% para queda de 0,58%); Habitação (de 0,73% para 0,38%); e Transportes (de alta de 0,81% para queda de 0,10%). Dos sete grupos que compõem a inflação do varejo, seis apresentaram recuo de preços. Além dos três já citados, é o caso de Vestuário (de 1,46% para 1,24%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 1,30% para 0,35%) e Despesas Diversas (de alta de 0,33% para queda de 0,06%). O único a apresentar aceleração de preços, da segunda prévia de maio para igual prévia em junho, foi o de Educação, Leitura e Recreação (de queda de 0,12% para alta de 0,11%).Por produtos, as altas de preço mais expressivas no varejo, na prévia de junho, foram observadas em empregada doméstica mensalista (4,69%); plano e seguro saúde (0,93%) e profissional para reparos de residência (2,82%). Já as mais expressivas quedas de preço no varejo foram observadas em tomate (-15,25%); batata inglesa (-6,67%) e álcool combustível (-7,36%).Já no âmbito do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), houve recuo de preço no segmento de materiais e serviços (de 0,37% para 0,24%) e aumento nos preços de mão-de-obra (de 0,80% para 4,54%). Esse último segmento captou os aumentos de preços de mão-de-obra nas cidades de São Paulo; Goiânia; Florianópolis; e Brasília.

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