IGP-M tem queda de 0,03% em novembro

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) registrou queda de 0,03% em novembro, em comparação a uma alta de 0,02% em outubro, influenciado principalmente pelo recuo dos preços no atacado e pela desaceleração dos alimentos no varejo, informou ontem a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 12 meses, o IGP-M avançou 6,96% e a taxa acumulada no ano é de 7,09%, de acordo com a FGV.

MARIA REGINA SILVA , O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h53

Para economistas, o resultado de novembro indica que a temporada de deflação dos preços no atacado pode ter chegado ao fim. Essa percepção consta de vários relatórios de bancos.

A expectativa é que o próximo IGP a ser divulgado, o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), com dados de novembro e que sairá no começo de dezembro, já deverá mostrar um quadro diferente.

Perspectivas. As estimativas para o IGP-DI apontam para uma alta entre 0,15% e 0,20% para o penúltimo mês de 2012, ante uma deflação de 0,31% apurada em outubro.

"Esperamos que essa tenha sido a última deflação dessa 'safra' de IGPs", afirmou o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otávio de Souza Leal. Um dos motivos para a expectativa de um IGP-DI entre 0,15% e 0,20% em novembro está amparada em coletas semanais que estão indicando um resultado positivo para o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) Agropecuário.

"Para dezembro, esperamos um IGP-M em torno de 0,30%, o que levaria o índice a fechar o ano em torno de 7,4%", disse.

Segundo a FGV, o IPA caiu 0,19%, enquanto seus componentes - IPA Agropecuário e Industrial - cederam 0,41% e 0,10%, respectivamente. Em outubro, os preços ao produtor mostraram retração de 0,57% e os industriais recuaram 0,05%.

Surpresa. Uma das surpresas no IGP-M deste mês citada pelos economistas foi exatamente o declínio mais intenso na taxa dos industriais.

Dentro do IPA Industrial, os profissionais citam o novo recuo, de 3,46%, do preço de minério de ferro, após uma queda de 5,91% em outubro.

Apesar de o subíndice ter se mantido em território negativo, os profissionais consideram que o movimento de queda perderá força nos próximos IGPs.

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