IGP-M volta a cair na 1ª prévia e registra recuo de 0,07% em outubro, diz FGV

Queda de preços da soja no atacado empurram índice que mede a inflação do aluguel para nova deflação na prévia; no acumulado em 12 meses até outubro, o IGP-M registrou variação de 2,59%

Idiana Tomazelli, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2014 | 09h42

RIO - A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de outubro caiu 0,07%, ante avanço de 0,26% na primeira prévia do mesmo índice de setembro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa anunciada hoje ficou perto do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE-Projeções, que esperavam taxa entre -0,10% e +0,24%, com mediana das expectativas em 0,05%. Em setembro, a variação final do IGP-M foi de 0,20%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de outubro. O IPA-M caiu 0,24%, em comparação com a alta de 0,31% na primeira prévia de setembro. Por sua vez, o IPC-M apresentou alta de 0,30% na leitura anunciada hoje, após subir 0,18% na primeira prévia do mês passado. Já o INCC-M teve elevação de 0,09%, após registrar aumento de 0,12%, na mesma base de comparação.

O IGP-M é muito usado para reajustes no preço do aluguel. Até a primeira prévia de outubro, o índice acumula aumentos de 1,69% no ano e de 2,59% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 30 de setembro.

Soja. A nova rodada de queda de preços da soja fez com que os preços no atacado voltassem ao negativo, interrompendo a recuperação ensaiada após o ciclo de deflação entre junho e agosto. Na primeira prévia de outubro, o índice do atacado recuou 0,24%.

Dentro do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), as matérias-primas brutas foram a principal influência negativa (0,48% para -0,69%). É neste grupo que está a soja em grão, que ficou 2,73% mais barata no período, contra uma taxa de -0,08% na primeira prévia de setembro. O café em grão (3,97% para -0,49%) também contribuiu para o movimento, enquanto os preços de bovinos perderam força (2,61% para 1,31%). Já o minério de ferro registrou aceleração tímida, mas ainda recua com força: a taxa passou de -5,41% para -5,38%.

Por outro lado, algumas matérias-primas impediram que a desaceleração fosse ainda mais intensa. Na passagem do mês, ganharam força a laranja (6,66% para 8,91%) e as aves (2,16% para 2,68%).

Entre os bens finais (-0,02% para 0,14%), contudo, a inflação foi impulsionada por uma queda menos intensa de alimentos in natura (-5,40% para -2,99%). Mesmo assim, a batata-inglesa ainda recua com força no atacado (-16,91%). Além disso, a alta da carne bovina - a exemplo do que ocorreu com sua matéria-prima - perdeu fôlego, e a taxa passou de 5,09% para 2,01%.

Nos bens intermediários, o índice positivo de setembro também migrou para o negativo em outubro (0,51% para -0,24%). A principal contribuição veio do subgrupo materiais e componentes para a manufatura (0,33% para -0,49%). A primeira prévia do IGP-M de outubro captou preços praticados entre os dias 21 e 30 de setembro, segundo a FGV.

Tudo o que sabemos sobre:
Macro, IGPM

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.