Tiago Queiroz/ Estadão
Tiago Queiroz/ Estadão

IGP-M desacelera a 0,52% em maio e acumula alta de 10,72% em 12 meses

Resultado ficou em linha com a mediana da pesquisa Estadão/Broadcast, que tinha piso de 0,05% e teto de 0,67%

Guilherme Bianchini e Cícero Cotrim, O Estado de S.Paulo

30 de maio de 2022 | 10h57

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), utilizado como parâmetro para corrigir contratos de aluguel de imóveis,  arrefeceu a 0,52% em maio, após alta de 1,41% em abril, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 30. 

O resultado ficou em linha com a mediana da pesquisa Estadão/Broadcast, que tinha piso de 0,05% e teto de 0,67%.

A inflação acumulada em 12 meses pelo IGP-M desacelerou de 14,66% para 10,72%, também em linha com a estimativa intermediária do levantamento. Neste ano, o indicador acumula alta de 7,54%.

O cálculo do IGP-M leva em conta a variação de preços de bens e serviços, bem como de matérias-primas utilizadas na produção agrícola, industrial e construção civil, e é bastante afetado pelo desempenho do câmbio e dos produtos de atacado.

A desaceleração de maio foi puxada pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que arrefeceu a 0,45%, ante 1,45% em abril. O índice de preços no atacado acumula variação de 10,82% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, passou de 1,53% para 0,35% na margem, com inflação acumulada de 10,09% em 12 meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) avançou de 0,87% para 1,49%, conforme já divulgado pela FGV. A alta acumulada em 12 meses é de 11,20%.

Segundo André Bráz, coordenador de Índices de Preços da FGV, o recuo nos índices de preços ao produtor e ao consumidor refletem a desaceleração dos preços dos combustíveis fósseis. 

“No índice ao produtor, o óleo diesel, combustível de maior peso, variou 3,29% em maio, ante 14,70% em abril. Já no IPC, a gasolina, combustível com maior destaque no orçamento familiar, subiu 1,01% em maio, depois de ter avançado 5,86% em abril”, escreveu em nota. 

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