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Iguatemi está entre os endereços mais caros do varejo mundial

Primeiro shopping da América Latina completa 50 anos anos de funcionamento em meio a maior crise do comércio no País

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2016 | 18h33

Marcado pela inovação, o Shopping Iguatemi, o mais antigo do Brasil e o primeiro empreendimento da América Latina, completa 50 anos em meio a maior crise já registrada no comércio varejista do País. Apesar do cenário adverso, o shopping, que desbancou o comércio da legendária Rua Augusta nos anos 1960, mantém acesa a chama da modernidade e exibe resultados importantes.

“Nos últimos 10 anos, o Iguatemi  esteve entre os aluguéis por metro quadrado mais caros do mundo, segundo pesquisa da Cushman & Wakefield”, diz o vice-presidente de Operações da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, Charles Krell. O shopping integra o ranking dos endereços mais importantes do varejo internacional, ao lado da quinta avenida, em Nova York, a Champs-Elysées, em Paris, Rodeo Drive, em Los Angeles, por exemplo.

Krell ressalta que a combinação de investimentos com insatisfação contínua para melhorar o shopping garantiu a liderança do setor por 50 anos. No final dos anos 1990, o Iguatemi foi responsável pela introdução de grifes internacionais no País, como Emporio Armani e Tiffany. No ano passado chegaram ao empreendimento as marcas Saint Laurent, Cartier e Rolex. Neste ano foi a vez da Polo Ralph Lauren e da italiana Bottega Veneta inaugurarem as primeiras lojas no Brasil.

Resultados. O vice-presidente de operações diz que, apesar do cenário econômico atual de ajuste, a companhia está olhando para um prazo mais longo, isto é 2017 e 2018. Tanto é que a empresa tem metas arrojadas. “Em seis ou sete anos pretendemos atingir R$ 1 bilhão de Ebitda”, prevê o executivo, considerando em seus cálculos o desempenho de 18 shoppings do grupo. O Ebitda é um indicador muito usado pelas companhias de capital aberto, com papéis negociados em bolsa. Ele considera o lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização.

Em 2006,  um ano antes de a empresa abrir o seu capital na bolsa, o Ebtida foi de R$ 69 milhões. No ano passado atingiu R$ 504 milhões. “Multiplicamos quase oito vezes o resultado em nove anos”, ressalta o vice-presidente, ponderando que os saltos daqui para frente devem ser mais moderados por causa da forte base de comparação.

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