Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Iguatemi tem a 5ª área mais cara das Américas

Valor do aluguel do shopping paulistano só fica atrás de endereços de Nova York e da Rodeo Drive, de Los Angeles, aponta consultoria

Fernando Scheller, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

Um ranking da consultoria Cushman & Wakefield põe o Shopping Iguatemi, em São Paulo, como o quinto endereço comercial mais caro das Américas, subindo duas posições em relação a 2009. O centro comercial só fica atrás de três tradicionais locais de Nova York - como a Quinta Avenida - e da famosa Rodeo Drive, em Los Angeles. O comerciante instalado no Iguatemi paga US$ 4.335 ao ano por metro quadrado de loja.

Na lista mundial da consultoria, que considera apenas os endereços mais caros de cada País, o Brasil aparece em 11.º lugar, subindo quatro posições em relação ao ano passado, representado justamente pelo Shopping Iguatemi. Considerados apenas os países americanos, o Brasil só fica atrás dos EUA (1.º colocado) e supera Canadá (20.º), Chile (35.º) e Argentina (47.º). Na comparação com as principais economias emergentes, o País está à frente de Rússia (15.º lugar), China (16.º) e Índia (21.º).

Segundo Mariana Hanania, gerente de pesquisa de mercado da Cushman & Wakefield para América do Sul, a valorização do metro quadrado nas "mecas" do luxo mundial envolve bem mais do que a valorização "natural" dos imóveis onde os centros de compras estão localizados. "A qualidade em serviços oferecidos ao cliente e a infraestrutura oferecida ao lojista também são levadas em conta", explica.

O levantamento mostra o Brasil como a "vedete" do mercado de luxo entre as grandes economias mundiais. Ao lado de cidades e países como Hong Kong, Filipinas, Coreia do Sul, Suécia e Líbano, a consultoria aponta o Brasil como uma das poucas nações em que a previsão é positiva tanto para o consumo quanto para a evolução do preço dos pontos dedicados ao comércio de luxo. Segundo a pesquisa, a perspectiva otimista para o Brasil se deve ao "significativo valor de investimentos e ao aumento da renda dedicada ao consumo".

Regionalização. O aumento do valor dos imóveis evidencia um maior desenvolvimento do mercado de alto luxo no País. Áreas de comércio de rua na região dos Jardins, em São Paulo, estão entre as líderes em valorização de preços em todo o mundo (veja quadro ao lado). No entanto, a gerente de pesquisa da Cushman & Wakefield pondera que o comércio brasileiro com o rótulo "classe A" ainda está muito restrito a São Paulo.

O levantamento mostra que, das dez regiões comerciais que mais se valorizaram nas Américas no último ano, cinco estão na capital paulista. Além de endereços da Venezuela e dos EUA, também aparece, na 10.ª posição, o Rio Sul Shopping. A emergência de outras cidades pode se tornar uma tendência no luxo nacional. "À medida que grandes marcas internacionais se interessam pelo mercado de São Paulo, é possível que cresça o interesse também pelo desenvolvimento de outras cidades", diz Mariana.

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