IIF prevê crescimento de 0,8% do Brasil em 2009

O fluxo de capital privado para os mercados emergentes deve cair perto de dois terços em 2009, à medida que a economia global apresenta o maior declínio desde a Segunda Guerra Mundial, informou o International Finance Institute (IIF, na sigla em inglês) nesta terça-feira. A associação do setor bancário prevê que o Brasil crescerá apenas 0,8 por cento este ano, depois de uma expansão estimada em 5,5 por cento em 2008. Os países industrializados e emergentes devem enfrentar potenciais problemas de refinanciamento nas próximas semanas e os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar os mercados emergentes devem ser ampliados, acrescentou. "O declínio esperado para 2009 nos fluxos de capital privado levanta sérias questões quanto à viabilidade financeira de uma série de países emergentes que estão vislumbrando severas pressões econômicas", disse William Rhodes, primeiro vice-presidente do conselho do IIF, em Zurique. O IIF é uma associação de empresas de serviços financeiros com 400 membros em todo o mundo. Os líderes de mercados emergentes devem estar vigilantes e o FMI precisa dar suporte a tais esforços, acrescentou Rhodes, que é presidente-executivo do Citibank. "Os recursos do FMI devem ser ampliados, e a sua abordagem deve ser modificada para possibilitar o financiamento de mercados emergentes que foram pegos por uma crise que não criaram", disse. O IIF espera que a entrada de capital privado em mercados emergentes caia para 165 bilhões de dólares em 2009, ante 466 bilhões de dólares em 2008 e o recorde de 929 bilhões de dólares em 2007. O instituto prevê que a economia global encolherá 1,1 por cento em 2009 após crescimento de 2,0 por cento no último ano. O IIF espera que a produção nas três maiores economias --Estados Unidos, zona do euro e Japão-- tenha queda de 2,1 por cento, enquanto os mercados emergentes devem crescer 2,7 por cento, somente metade do ritmo de 2008. O crescimento na China deve desacelerar para 6,5 por cento, informou o IIF. Na América Latina, o México enfrenta uma recessão e o crescimento da região em geral irá desacelerar para menos de 1 por cento. "A recessão será mais ampla pela Europa emergente, e a região será a mais fraca em meio às economias emergentes", estimou o IIF. Muitas das principais economias emergentes estão em situação muito melhor que em crises anteriores, mas as autoridades precisam adotar ações.

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