IIF prevê crescimento de 6,9% para emergentes em 2008

Instituto projeta também dificuldades na economia mundial, com petróleo e tensões no mercado de crédito

Patricia Lara, da Agência Estado,

10 de janeiro de 2008 | 14h08

O Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) previu que um ambiente difícil, envolvendo a continuidade das tensões do mercado de crédito e os preços elevados do petróleo, deve contribuir para um esfriamento da economia global neste ano. No entanto, os Estados Unidos devem "provavelmente" evitar uma recessão, enquanto o crescimento dos mercados emergentes deve continuar forte. O IIF, entidade que reúne os principais bancos privados do mundo, divulgou nesta quinta-feira, 10, em Washington, seus prognósticos econômicos e para o mercado de capitais globais em 2008. O instituto projetou que o crescimento nas principais economias industrializadas deve ser de 2,1% este ano, inferior ao ritmo de 2,4% registrado em 2007, enquanto a expansão nas economias emergentes deve ficar em 6,9%, na comparação ao ritmo de 7,3% do ano passado. O IIF considerou que a atividade econômica nos EUA deve ser relativamente fraca, com o crescimento médio ficando abaixo de 1% na primeira metade do ano. Com o desenrolar do ano, no entanto, deve haver uma recuperação, com o crescimento médio ficando acima de 3% no segundo semestre de 2008. O ano deve terminar com uma expansão de 2,3% da economia norte-americana. Para a zona do euro, o crescimento em 2008 foi estimado em 2,1%, de 2,7% previsto para 2007. O Japão deve ter uma aceleração de 1,3% da sua economia, inferior ao ritmo previsto de expansão do PIB em 2007 de 1,9%. América Latina Para os mercados emergentes da América Latina, a entidade projetou crescimento de 4,6% em 2008, inferior ao ritmo de 5,2% previsto para 2007. O desempenho ficará aquém dos prognóstico de expansão de 8,6% para os emergentes asiáticos em 2008. O IIF é uma associação global que congrega mais de 370 membros de 65 países. O instituto projetou que os fluxos privados líquidos de capital para os mercados emergentes deve continuar forte em 2008.

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