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IIF prevê fluxo recorde de US$ 620 bi para emergentes

Os fluxos de capital privado para os mercados emergentes devem atingir nível recorde este ano e continuar em elevação em 2008, de acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), entidade que reúne os principais bancos privados do mundo. O IIF prevê o ingresso recorde de US$ 620 bilhões este ano para os mercados emergentes, depois de um total de US$ 573 bilhões registrado em 2006.De acordo com o instituto, a interrupção dos fluxos para as economias emergentes em agosto teve vida curta. O presidente do IIF e do comitê executivo do Deutsche Bank, Josef Ackermann, avalia que "os mercados emergentes demonstraram considerável resistência em face do recente deslocamento (de fluxos) nos mercados financeiros globais deflagrados pela crise do mercado de hipotecas subprime dos Estados Unidos".A instituição observa que três fatores de destaque ajudaram a conter o impacto da turbulência recente sobre os mercados emergentes. O primeiro deles é que o epicentro da crise recente foi "nos mercados maduros", especificamente o mercado subprime (taxas de juros mais elevadas e maior risco de inadimplência) nos Estados Unidos. O segundo é que a melhora dos fundamentos das economias emergentes deu maior resistência a estes países para enfrentar choques externos. O último fator de destaque é a ação dos bancos centrais do G-3 (EUA, Japão e zona do euro), injetando liquidez nos mercados.CriseAté meados deste ano, ponderou o IIF, a economia global parecia robusta. No entanto, após a eclosão da crise de crédito nos mercados financeiros mundiais, a incerteza aumentou. O crescimento das economias avançadas deve desacelerar neste e no próximo ano, prevê o instituto, e há o risco de que desdobramentos da desaceleração no mercado imobiliário nos EUA atinjam a economia real.No entanto, quanto aos emergentes, o IIF aponta que "seria um erro ficar complacente só por terem mostrado mais resiliência durante a turbulência". A entidade também verifica riscos aos emergentes no caso de apreciação excessiva dos preços dos ativos destes países, crescentes riscos de inflação e uma depreciação mais desordenada do dólar.Por regiões, o IIF prevê que o fluxo líquido privado para América Latina irá desacelerar em 2008, para US$ 88,1 bilhões, ante a projeção de US$ 106 bilhões para este ano. Em 2007, estima a entidade, a Europa emergente superou a Ásia emergente como destino de atração destes recursos, com US$ 276 bilhões e US$ 208 bilhões, respectivamente."Os fluxos derivados de ''carry trade'' devem permanecer robustos, especialmente, para o Brasil", diz o IIF. Com o Banco Central do Brasil sinalizando uma pausa na flexibilização no momento em que o Federal Reserve (banco central americano) inicia um ciclo de corte, deve haver retomada dos fortes fluxos de "carry trade". A operação de carregamento, ou "carry trade", é quando um investidor toma um empréstimo na moeda de um país que pratica juros baixos, para investir em outro com juros altos.

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