André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Ilan Goldfajn é nomeado presidente do Banco Central

Decreto foi publicado no Diário Oficial desta quinta-feira; Tombini, que presidiu ontem a sua última reunião do Copom, deve assumir cargo no FMI

Luci Ribeiro, O Estado de S.Paulo

09 Junho 2016 | 08h27
Atualizado 09 Junho 2016 | 17h31

BRASÍLIA - O presidente em exercício, Michel Temer, nomeou o economista Ilan Goldfajn para exercer o cargo de presidente do Banco Central, em substituição a Alexandre Tombini. Os respectivos decretos de nomeação e exoneração estão publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira. 

Ilan, que era economista-chefe do Itaú Unibanco, foi sabatinado no Senado na última terça-feira em sessão que durou mais de quatro horas. O nome dele foi aprovado no mesmo dia, tanto na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) quanto no Plenário da Casa. No fim da tarde, Michel Temer assinou a posse do novo chefe do BC.

Economista, com mestrado pela PUC-Rio e doutorado pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ilan também foi consultor do Banco Mundial, do Fundo Monetário Internacional (FMI) e das Nações Unidas.

Encerrada a sua passagem no BC, Tombini agora deve assumir o cargo de diretor executivo no FMI, no lugar do economista Otaviano Canuto, que foi convidado para atuar como representante do Brasil no Banco Mundial. 

Na sua última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), Tombini apresentou tudo dentro do script previsto pelo mercado financeiro. Os juros básicos foram mantidos em 14,25% ao ano em uma decisão unânime. Com isso, Tombini entrega a Selic no maior patamar de toda sua gestão, em um dos piores momentos da história da economia brasileira, como definiu esta semana o futuro presidente da instituição.

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