Ilhas são símbolo da disputa política sino-japonesa

O conflito territorial entre a segunda e a terceira maiores economias do mundo se refletiu na reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial em Tóquio na semana passada, para a qual a China mandou uma delegação liderada por "vices" e sem a presença de representantes das grandes instituições financeiras do país.

O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2012 | 03h07

Esperados no Japão, o presidente do Banco do Povo da China, Zhou Xiaochuan, e o ministro de Finanças, Xu Xueren, cancelaram suas presenças na véspera do encontro. Antes deles, os quatro maiores bancos da China - todos estatais - já haviam anunciado que não participariam da reunião, para a qual eram esperadas cerca de 20 mil pessoas.

Chamadas de Diaoyu pela China e Senkaku pelo Japão, as ilhas reivindicadas pela China são desabitadas e possuem uma área total de pouco mais de 6 km quadrados. Não há atividade econômica, mas estudos indicam a presença de reservas ainda inexploradas de petróleo e gás.

Além do interesse econômico, o território tem forte simbologia no relacionamento entre os dois países. O Japão ocupou as ilhas em 1895, quando venceu a Primeira Guerra Sino-Japonesa e diz que o território não pertencia a nenhum país até então. A China afirma que tinha soberania nas ilhas no período imperial.

Após a Segunda Guerra, as Diaoyu/Senkaku foram administradas pelos EUA, que as transferiu de volta ao Japão em 1971. As ilhas foram exploradas economicamente por um investidor privado na primeira metade do século passado, mas estão desertas desde então. Nos anos 70, foram compradas por outra família japonesa, que finalmente as vendeu ao governo mês passado, o que desencadeou os protestos. / C.V.

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