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Imagem de poluidor dá prejuízo

A construção civil transforma, todo ano, 200 milhões de toneladas de materiais, volume dez vezes maior do que é processado pela indústria automobilística, por exemplo. ?Impossível não afetar o ambiente?, diz Renato Mauro, diretor-técnico da Rem Construtora e idealizador do seminário A Caminho da Construção Sustentável no Brasil. Promovido em parceria com o Comitê de Meio Ambiente do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon-SP), no início do mês passado, o seminário ressaltou a necessidade de adotar medidas que evitem desperdícios, uso irracional de materiais não-renováveis, má gestão de recursos naturais, especulação e outros desvios atribuídos às construtoras e empreiteiras, sob pena de amargar, já nos próximos anos, prejuízos decorrentes da imagem de ?antiecológicos? que cerca o segmento. ?Em vista do volume de materiais transformados, a redução do desperdício é peça-chave?, diz. No que São Paulo está na frente, com índice de 5%. A aplicação do conceito da sustentabilidade - ecologicamente correto, socialmente justo e financeiramente viável -, resulta em uma economia que construtoras como a Rem começam a descobrir. ?Estamos construindo um condomínio, o Gran Parc Vila Nova, com base nesse conceito?. Premiado com o Holcim Awards de Sustentabilidade na Construção Civil no ano passado, os 24 pavimentos do edifício usam água bombeada do subsolo nas descargas e lavagem de áreas externas, o calor do sol no sistema de aquecimento e o cimento usado é o CP III, que tem emissão menor de CO² na fabricação. A economia mensal será de 180 m³ de água, além de R$ 3 mil no consumo de energia elétrica na pós-ocupação. No geral, o empreendimento vai economizar mensalmente 1.200 litros de petróleo, 1,5 tonelada de bauxita e preservar 20 árvores.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 16h19

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