IMD: Brasil é o 43º mais competitivo entre 55 países

Resistindo à turbulência internacional, o Brasil reverte a tendência e começa a subir nos rankings de competitividade. Hoje, o instituto suíço IMD (Institute for Management Development), considerado a melhor escola de administração do mundo, publicou sua classificação dos países mais competitivos e destacou a subida do Brasil da 49ª posição em 2007 para a 43ª neste ano, entre 55 países analisados. O setor privado brasileiro é o 29º mais competitivo do mundo, superando França, Itália, Espanha e China. O transporte aéreo, contudo, está entre os piores, assim como as taxas de juros e a eficiência do governo, afetando a competitividade.O ranking é produzido anualmente e, desde 2005, o Brasil vinha caindo na classificação. O País passou da 42ª posição naquele ano para a 49ª em 2007. O ranking é liderado pelos Estados Unidos, seguido por Cingapura, Hong Kong e Suíça. Entre os latino-americanos, o Brasil é apenas o quarto colocado, superado por Chile, Peru e Colômbia. O País, porém, ultrapassou o México. A Venezuela é a última colocada no ranking de 55 países.Problemas"O Brasil está na boa direção, mas precisa resolver sua estrutura pública. Uma reforma é necessária para que o Estado seja menos pesado e mais ágil para tomar decisões", afirmou o autor do relatório e professor do IMD, Stephane Garell. Em termos do quadro institucional, o Brasil é o antepenúltimo no ranking. Já no critério de eficiência do governo, o País está na 51ª posição.O Brasil ainda tem o segundo maior custo para se fazer empréstimos, por causa das elevadas taxas de juros. O volume do comércio externo ainda é considerado como pequeno em comparação ao Produto Interno Bruto e o País ocupa apenas a 50ª posição por esse critério. A infra-estrutura também pesa negativamente e apenas quatro países tem uma situação pior que a do Brasil. Pontos positivosEntre os fatores positivos, o especialista aponta para a redução do déficit público e a volta dos investimentos. O IMD ainda destaca a emergência do mercado doméstico nacional. "Isso possibilitará que o Brasil não tenha de depender inteiramente em suas exportações para se desenvolver", afirmou Garelli. O IMD destaca, contudo, que a resistência da economia brasileira à turbulência internacional está sendo "a prova de fogo" para o País. No ranking, o Brasil ocupa a 9ª posição entre aqueles que melhor resistem à turbulência. "A resistência está sendo a prova de que a economia está sólida e de que há uma confiança dentro do País de que as dificuldades podem ser superadas", afirmou Garelli.

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