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Imigrantes necessitam de proteção na crise econômica, diz OCDE

Os trabalhadores imigrantes na Europa são especialmente vulneráveis à recessão e deveriam ser protegidos pelos países anfitriões que precisam deles para a realização de trabalhos sem qualificação, afirmou a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório divulgado na segunda-feira. A imigração é uma questão delicada no continente, cujos governos encontram-se sob pressão para deter o aumento do desemprego resultante da pior crise econômica enfrentada pelo mundo em 80 anos. A OCDE, cujos 30 membros são em sua maioria países ricos, pediu prioridade aos esforços de auxílio aos imigrantes recém-chegados para que tenham acesso rápido ao mercado de trabalho. Entre as medidas sugeridas, estão diminuir os impostos para os empregos de menor qualificação, ampliar o reconhecimento de diplomas e experiência profissional adquiridos no exterior e recrutar mais imigrantes no setor público. O documento mostrou que os imigrantes na Europa enfrentam uma taxa maior de desemprego do que os trabalhadores nascidos no continente e costumam receber salários menores. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) previu que 20 milhões de vagas de trabalho desaparecerão no mundo todo até o final de 2009. De acordo com um estudo publicado segunda-feira pela organização alemã-norte-americana Marshall Fund, mais de 50 por cento dos americanos e 34 por cento dos europeus acreditam que os imigrantes tomam os empregos de trabalhadores locais. A OCDE disse que, em uma época de dificuldades econômicas, os imigrantes tendem a ser os mais prejudicados. Segundo a entidade, essa mão-de-obra costuma trabalhar em setores menos estáveis e mais cíclicos como o da construção civil. "A crise econômica torna ainda mais urgente tomar conta dos imigrantes porque a história nos mostra que eles são os mais vulneráveis em momentos como esses", disse Martine Durand, da OCDE, em uma entrevista coletiva. Segundo Durand, o número de imigrantes não deve diminuir já que eles também enfrentariam dificuldades em seus países de origem. E ainda acrescentou: "Sem os fluxos de migração a população apta a trabalhar diminuiria em três quartos dos países da OCDE até 2020, o que faria baixar o padrão de vida dos moradores desses países."

INGRID MELANDER, REUTERS

17 de novembro de 2008 | 15h56

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