Imóveis: demanda por outras linhas pode aumentar

Sem a participação da Caixa Econômica Federal (CEF) no mercado de crédito imobiliário para a classe média, a expectativa dos analistas deste mercado é de que haja um aumento da procura por crédito nos bancos privados.A tendência, segundo eles, é que, as pessoas que atendem às exigências para a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pela linha do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) continuem procurando esta alternativa nos bancos privados. Isso porque, no SFH, os juros anuais são, geralmente, menores do que o cobrado em outras formas de crédito imobiliário - Carteira Hipotecária e Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) quando não é utilizado o FGTS - de 12% contra um patamar entre 14% e 16%.Alguns analistas também acreditam que é possível uma migração da demanda para outras linhas de crédito, caso os bancos privados não tenham recursos disponíveis para atender a procura pelo SFH. De acordo com as regras do Banco Central (BC), 65% dos recursos captados em poupança devem ser obrigatoriamente direcionados para o crédito imobiliário. Deste percentual, 52% devem ser direcionado ao SFH. Ou seja, os bancos que já cumpriram esta meta não têm a obrigação de operar na linha com juros mais baixos e, neste caso, os analistas esperam uma migração forçada da demanda para os financiamentos com taxas mais elevadas. Veja abaixo os produtos que as principais instituições oferecem:BankBostonAs carteiras disponíveis na instituição são o SFH e a Carteira Hipotecária. Na primeira opção, as condições seguem as regras gerais para todas as instituições (veja mais informações no link abaixo). Para a Carteira Hipotecária oferecida pelo banco, não há limite máximo para o valor do imóvel e o total do crédito restringe-se a R$ 350 mil. Sobre as taxas negociadas na Carteira Hipotecária, o banco cobra juros anuais de 14% para clientes e de 15% para não clientes (veja mais informações no link da instituição abaixo).BradescoO Bradesco também oferece a Carteira Hipotecária, além do SFH com recursos do FGTS. Não há limite para o valor do bem, sendo que o total financiado é limitado a 50% do menor valor de avaliação ou venda. Os juros anuais são de 20% e o prazo máximo é de 10 anos. O banco estabelece que o comprometimento da renda com o pagamento das prestações não pode ultrapassar 20% deste total (veja mais informações no link da instituição abaixo).Banco ItáuTambém no banco Itaú, além da linha SFH com recursos do FGTS, a Carteira Hipotecária é uma das opções de crédito imobiliário. Nesta instituição, não há limite máximo para o valor do bem, sendo que o mínimo é de R$ 40 mil. O valor do financiamento deve ser de, no mínimo, R$ 20 mil. O crédito máximo varia de acordo com o valor do imóvel e da cidade onde está localizado. A taxa de juros é de 14% ao ano para correntistas e de 15% para não correntistas (veja mais informações no link da instituição abaixo).Banco SantanderA instituição opera com crédito imobiliário para a classe média nas linhas SFH, Carteira Hipotecária e SFI. Mas, depois da decisão da CEF, a instituição fechou suas linhas. De acordo com a Assessoria de Imprensa da Instituição, o banco vai passar por um processo de reavaliação dos produtos e condições.

Agencia Estado,

04 de setembro de 2001 | 17h13

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