Imóveis: dicas para quem quer investir

Quem optar pela compra de um imóvel como forma de investimento deve tomar alguns cuidados. Analistas recomendam a escolha de um bem subvalorizado, a formação anterior de uma reserva financeira, cuidados com a documentação, evitar o financiamento e medidas que podem reduzir o risco com a inadimplência. Veja os detalhes:Obter lucro na hora da compra - a primeira recomendação para quem pretende comprar um imóvel, principalmente como alternativa de investimento, é optar por um bem em bom estado de conservação. Além disso, deve pesquisar as melhores oportunidades. "Uma maneira de aumentar o ganho com essa aplicação é encontrar um bem subvalorizado. Ou seja, com preço abaixo do que de fato vale. Isso acontece quando o proprietário tem pressa para se desfazer do imóvel", afirma a diretora técnica do Instituto Brasileiro de Certificação de Planejadores Financeiros (IBCPF), Márcia Dessen.Segundo ela, o investidor deve considerar que o momento da compra também é uma oportunidade de ganho, já que a aquisição de um imóvel por um valor abaixo do negociado no mercado significa lucro para o comprador. Porém, antes de optar por um bem subvalorizado, o investidor deve atentar para os motivos que estão levando o proprietário a aceitar um valor abaixo do negociado no mercado. Muitas vezes, isso pode estar relacionado a problemas com a vizinhança, baixa segurança na região ou projetos da prefeitura que prejudicariam o imóvel.Reserva financeira - Além disso, antes de optar pela compra de um imóvel como alternativa de aplicação, o investidor deve ter uma reserva financeira para ser usada caso necessite de recursos imediatamente. Isso porque os imóveis são muito difíceis de negociar e, se o investidor tiver alguma necessidade urgente, poderá ter dificuldade para resgatar os recursos rapidamente ou ainda pode perder dinheiro em uma operação apressada. "O ideal é que a pessoa tenha em uma reserva pelo menos seis vezes o valor das suas despesas mensais", avalia consultor de Finanças, Mauro Halfeld. Documentação - O investidor também deve ter muito cuidado com a documentação envolvida na operação de compra e venda de um imóvel. Márcia Dessen recomenda atenção especial com comprovantes de pagamento de condomínio. "Essa é uma dívida do imóvel. Na venda, ela automaticamente é transferida a quem comprou", afirma. Além disso, para não ser surpreendido por problemas legais, o investidor deve tomar uma série de cuidados ao efetuar a compra do bem. Isso porque há muitos casos de impostos e condomínios atrasados, fraudes na documentação e possibilidade de má-fe por parte do vendedor do imóvel (veja mais informações no link abaixo)Financiamento - Analistas são unânimes em afirmar que o resultado da compra financiada de um imóvel com o objetivo de investimento resulta em prejuízo para o investidor. Isso porque os juros pagos nessa operação de crédito ficam bem acima do rendimento oferecido pelo imóvel. Para se ter uma idéia, no Sistema Financeiro da Habitação, cujas taxas são as mais baixas, o investidor vai pagar 12% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Proteção contra a inadimplência - Contratar um seguro-fiança é a forma mais adequada para driblar os riscos da inadimplência. Esse seguro vem embutido no valor do aluguel e é pago pelo locatário. Caso a opção de garantia contra a inadimplência seja a indicação de um fiador, o locador deve tomar muito cuidado com os dados cadastrais dessa pessoa. Existem muitas fraudes e até mesmo o uso de fiadores profissionais, cujos dados cadastrais são geralmente falsos (veja mais informações no link abaixo).Escolha da região - analistas afirmam que a escolha da região é um dos pontos a se observar na compra de um imóvel. "A escolha da região deve levar em conta mais do que a beleza. É preciso verificar todas as condições de infra-estrutura do bairro", afirma o diretor de novos negócios da Tecnisa, Ricardo Pereira Leite.Atualmente, as áreas mais valorizadas para imóveis de médio e alto padrão são a região Sul e Oeste. A procura tem sido muito grande nos bairros da Lapa, Alto de Pinheiros e Pompéia, em função da proximidade com regiões de grande concentração de escritórios e o acesso fácil às Marginais. Veja mais informações sobre o setor imobiliário e sobre a compra de imóveis como forma de investimento nos links abaixo.

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