'Imóveis em leilões saem por até 30% menos'

O advogado Léo Rosenbaum, sócio do Rosenbaum Advocacia, entrou na área de leilões judiciais quase por acaso. O escritório nasceu com foco em direito empresarial, mas, de tanto penhorar imóveis em processos de cobrança, enxergou os leilões como um nicho interessante. Há dois anos, Rosembaum presta consultoria jurídica para investidores interessados em arrematar imóveis em leilões. O negócio cresceu e ele acaba de consolidar uma área no escritório apenas para o segmento. A expectativa dele é de que a divisão responda pela metade da receita neste ano. A meta é assessorar a venda de 100 imóveis.

O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2012 | 03h05

Comprar imóveis em leilões

judiciais é um bom negócio?

Comprar um apartamento com preço abaixo de mercado é sempre um bom negócio. Com a adoção dos leilões virtuais, as disputas ficaram mais concorridas. Mas ainda assim é possível comprar imóveis com 20% a 30% de desconto.

Qual o risco para o comprador?

Existem riscos, sim, principalmente se houver problemas na documentação. O imóvel pode estar penhorado por mais de um credor. Aí a compra pode ser invalidada ou demorar mais que o previsto para se concretizar. Esse é um exemplo. Outro são imóveis que vão a leilão por dívidas de condomínio. Há casos em que a dívida é maior que o valor do bem. É a mesma lógica de comprar um imóvel de terceiros. Você tem que checar toda a documentação para evitar problemas. É o que fazemos.

Quem são seus clientes?

A maioria é de investidores institucionais. Mas também há pessoas físicas, donos de grandes fortunas. Com a queda dos juros neste ano, temos recebido uma demanda maior de investidores interessados em participar de leilões de imóveis.

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