Imóveis na Espanha têm a maior queda de preço em 6 anos

Recuo de 6,6% no 1º trimestre deve elevar a pressão sobre os bancos, que estão sobrecarregados com empréstimos para incorporadoras 

Agência Estado

13 de junho de 2013 | 11h44

MADRI - Os preços dos imóveis da Espanha tiveram a maior queda em seis anos no primeiro trimestre, elevando preocupações de que o combalido setor bancário do país pode precisar de mais capital, apesar do resgate recebido recentemente.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE), os preços dos imóveis no primeiro trimestre recuaram 6,6%, em relação ao último trimestre do ano passado, a maior queda desde que o órgão começou a compilar os dados, em 2007. Os preços recuaram 14,3%, em bases anuais, após caírem 12,8% no quarto trimestre do ano passado.

O declínio dos preços dos imóveis deverá intensificar a pressão sobre os bancos espanhóis, que estão sobrecarregados com empréstimos para incorporadoras imobiliárias e já estão sendo prejudicados pela contínua depreciação dos imóveis. Nos últimos meses, muitos deles transferiram 50 bilhões (US$ 66,69 bilhões) em ativos desse tipo para um "banco ruim", criado para aliviar a carga de ativos tóxicos em suas folhas de balanço de acordo com os termos de uma pacote de resgate da União Europeia para o setor no ano passado. Mas a contínua queda do mercado imobiliário ameaça criar mais ativos problemáticos.

Sob os termos do resgate, a UE disponibilizou uma linha de crédito de 100 bilhões de euros para os bancos espanhóis até meados de janeiro de 2014, com a garantia do governo da Espanha. Até agora, apenas 40 bilhões de euros foram transferidos para os bancos que estão na pior situação. A maior parte desse valor foi transferido para o Bankia SA, que foi nacionalizado.

Funcionários do governo espanhol disseram que qualquer necessidade de capital adicional deverá limitar-se a menos de 10 bilhões para o setor inteiro. Fonte: Dow Jones Newswires.

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