Imóveis: preços podem subir

O fato de a Caixa Econômica Federal (CEF) ter dificultado a liberação da carta de crédito para imóveis usados não implica em uma queda no preço desses bens, avaliam os especialistas do setor. A expectativa é que ao menos no curto prazo os valores permaneçam estáveis. No entanto, com a movimentação do mercado, a tendência no médio e longo prazos é que ocorra uma possível alta nos preços."Esse é um bom momento para quem pretende comprar a casa própria", diz o diretor da área comercial e de marketing do Secovi (Sindicato da Habitação), Michel Bamberg. "O preço do imóvel no Brasil está mais competitivo, possibilitando o fechamento de bons negócios."Na opinião do diretor da Hubert Consultoria Imobiliária, Hubert Gebara, os preços dos imóveis usados estão mais atraentes. Segundo ele, estudos mostram que desde o início do Plano Real, os valores cobrados pelo mercado, em dólar, estão menores. Justamente por esse motivo, Roberto Capuano, do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP) acredita que a tendência é de alta nos preços. "Houve uma melhora na economia e o fluxo de compradores aumentou. Esse cenário favorece a valorização do bem principalmente em bairros nobres, cuja procura por imóveis é maior", explica Capuano.Como a oferta no mercado imobiliário é grande, antes de fechar o negócio, é muito importante que o consumidor faça uma boa pesquisa de preço em diferentes bairros e até mesmo analise as condições de pagamento. Uma segurança para quem pretende financiar a compra do bem é que, antes da aprovação do crédito, um avalista do agente financeiro verifique se o valor pedido pelo proprietário realmente condiz com as condições do imóvel. Caso contrário, não será liberado o valor total do financiamento solicitado pelo comprador. A instituição vai liberar crédito somente do preço justo considerado pelo técnico do banco. O restante terá de ser bancado pelo mutuário.

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