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Imóveis superam veículos nos consórcios

O crescimento dos consórcios de imóveis, que vem sendo registrado pelo menos nos dois últimos anos, está motivando a expansão do sistema como um todo no Brasil. Nos primeiros quatro meses deste ano, o número de participantes deste segmento cresceu 27,4% em relação ao mesmo período do ano passado, passando de 82,1 mil para 104 mil pessoas. E a venda de novas cotas subiu 31,6%, de 18 mil para 23,7 mil.Este desempenho está compensando em parte a perda de fôlego dos consórcios de automóveis, que por muitos anos foram o carro-chefe do sistema. No primeiro quadrimestre, o número total de consorciados, considerando todos os setores, registrou um aumento de 2,1% sobre 2001: passou de 2,83 milhões para 2,89 milhões em todo o País.De acordo com a presidente da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcios (Abac), Consuelo Amorim, o crescimento do consórcio de imóveis está relacionado à estabilidade econômica do País, que favorece aquisições de longo prazo, aliado à falta de uma política de concessão de crédito com regras estáveis e ainda à maior aceitação por parte dos consumidores de novas modalidades de compra.A previsão da Abac é de que o consórcio de imóveis cresça ainda mais com a recente decisão do governo de autorizar o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para o pagamento das parcelas. O perfil dos consorciados de imóveis é o consumidor da classe média, a mais atingida pela ausência de uma política habitacional. O valor dos imóveis consorciados é de R$ 50 mil na média do País. Na cidade de São Paulo, onde os imóveis são mais valorizados, o preço médio chega a R$ 100 mil.EletroeletrônicosOs consórcios de eletroeletrônicos foram no sentido oposto. A comercialização de novas cotas caiu 41% no primeiro quadrimestre, embora o número de participantes tenha ficado praticamente no mesmo patamar, de 324,9 mil para 321 mil, o que representa um recuo de 1,2%.Como o consórcio de eletroeletrônicos está concentrado nos televisores, a Copa do Mundo motivou a retração, pois o consumidor preferiu ter o bem imediatamente a esperar o sorteio. Além disso, os principais consorciados deste segmento são famílias de menor poder aquisitivo e, portanto, as mais afetadas pela perda de renda, frisou Consuelo Amorim. Ao mesmo tempo, o comércio este ano reduziu as taxas de juros de aproximadamente 8% para quase 4%, a fim de estimular as vendas, roubando desta forma consumidores do sistema de consórcio. AutomóveisOs consórcios de automóveis seguiram, no primeiro quadrimestre, o resultado das vendas gerais do setor. O mercado como um todo caiu 17,3%, segundo a Anfavea, e o número de consorciados ficou 12,2% abaixo de 2001. As cotas vendidas registraram uma queda de 16,9%, passando de 113,2 mil para 94 mil. Este segmento há alguns anos vem perdendo espaço, em razão da concorrência com outras modalidades de vendas financiadas. Hoje, do total de automóveis produzidos no Brasil, cerca de 15,8% são vendidos por consórcios, segundo a Abac. Há cerca de dois anos, eram quase 30%.Já as motos, que representam 50% de sistema em número de consorciados (1,45 milhões até abril), continuaram com desempenho positivo. A venda de cotas subiu 8% e o número de participantes registrou aumento de 11,5%.A taxa média de inadimplência de todo o sistema de consórcios ficou em 11,2% nos primeiros quatro meses do ano, quase a mesma taxa do ano anterior (11,1%). Foram contemplados no período 245,5 mil consorciados, 0,9% a mais que em 2001.

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