Imóvel: cresce o volume de vendas em SP

O Índice de Velocidade de Vendas (IVV) de imóveis novos na capital paulista em agosto foi de 12,4%, isto é, para cada 100 unidades ofertadas, 12,4 foram comercializadas. Do total de 14.734 apartamentos à venda, foram negociados 1.826 no período. De janeiro a agosto, as vendas somaram 9.898 unidades, volume 47,9% superior ao do mesmo período de 1999, quando foram negociados 6.694 imóveis. Os dados foram divulgados pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), que realiza pesquisa mensal com base em uma amostra de 100 imobiliárias. Segundo a entidade, o levantamento evidencia o aquecimento do setor imobiliário, cujo índice médio de vendas no ano até agosto foi de 8,7%, ante a média de 6,9% registrada no mesmo período de 1999. A pesquisa ainda mostra que no mês de agosto foi superado o índice de venda de 11,7%, de 1994, ano de melhor desempenho para o setor na cidade de São Paulo, impulsionado pelo Plano Real. É a primeira vez em 2000 que o IVV alcança patamar significativo, depois de um desempenho fraco em janeiro, quando o índice ficou em 5,8%.Aumenta a procura por apartamentosOs apartamentos de dois dormitórios tiveram a maior taxa de procura, com velocidade de vendas de 26,7%. Os imóveis com três e quatro dormitórios registraram IVV de 11,2% e 10,3%, respectivamente, enquanto as unidades de um dormitório apresentaram índice de apenas 5%. Os imóveis de até R$ 50 mil registraram IVV de 39,9, muito acima do registrado em julho, que ficou em 26,7%. Os apartamentos cujos valores variam entre R$ 50 mil e R$ 75 mil mais que dobraram o índice de velocidade de vendas, de 10,5% em julho para 21,7% no mês seguinte.Os imóveis na faixa de R$ 125 mil e R$ 250 mil tiveram IVV de 7,6%, enquanto os menores índices foram de 6,6% e 2,9%, que são, respectivamente, os apartamentos de R$ 75 mil a R$ 125 mil e acima de R$ 250 mil. Ainda de acordo com o Secovi-SP, os apartamentos em construção responderam por 43,6% do total comercializado, seguidos pelos imóveis na planta (41,3%), e totalmente acabado (15%).

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