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Imóvel: cuidado com desvalorização

Em uma época de instabilidade no mercado financeiro, o investidor procura aplicações mais conservadoras, como a poupança, ou faz reserva de capital, colocando seu dinheiro em ativos que considere mais seguros, como os imóveis. Segundo pesquisa do Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-SP), em setembro a venda de unidades residenciais cresceu com relação ao mês anterior, e em 2002 houve mais vendas até setembro que em igual período de 2001. Mas deve-se estar atento quando se pretende entrar nesse mercado, pois há a possibilidade de desvalorização do imóvel, o que pode gerar grandes perdas ao investidor.O professor e consultor de investimentos Mauro Halfeld, escritor do livro Seu Imóvel - Como Comprar Bem (Editora Fundamento, R$ 29,50), explicou que existem muitos fatores que podem contribuir para a desvalorização de um imóvel. "Há fatores externos, como a construção de um presídio ou de uma boate ao lado, obras da Prefeitura, o que não tem jeito, e há fatores internos, como conservação e até modismos", disse.Segundo o especialista, a melhor maneira de evitar os riscos externos é a diversificação. "O investidor deve comprar imóveis pequenos, baratos e em diferentes regiões da cidade, para não ficar exposto a ocorrências que depreciariam o valor do imóvel em um determinado bairro", disse.Portanto, antes de comprar, o investidor deve pesquisar como é o movimento e o zoneamento do bairro, além de sua infraestrutura: a região pode até ser bonita e calma, mas, se não tiver boas condições de trânsito ou de serviços, ela poderá ter seu valor depreciado em alguns anos, e vale lembrar que imóveis são um investimento de longo prazo.Modismos estão entre os maiores problemasMauro Halfeld explicou que, na hierarquia de depreciação dos preços de um imóvel, os modismos ocupam um lugar de destaque. "O bom é investir em um imóvel simples. Aquilo que hoje é considerado luxo amanhã pode ser brega. Além disso, um imóvel sofisticado tem uma manutenção mais cara."Prédios antigos também necessitam de gastos maiores com encanamento, fiação etc, portanto, segundo José Roberto Graiche, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios (Aabic), é melhor escolher um imóvel mais novo. Se tomados os cuidados necessários com a manutenção do imóvel, o investidor pode ter uma boa garantia para o futuro. Ele também fez um alerta para quem pretende entrar nesse negócio: é necessário que o investidor seja precavido e não aplique todo o seu dinheiro em um imóvel, já que, no caso de uma emergência, não conseguirá vendê-lo a não ser por um preço bem abaixo do cobrado pelo mercado. Para o especialista, o ideal é o investidor manter um capital seis vezes maior que o seu gasto fixo mensal.Veja, nos links abaixo, matérias sobre como analisar o valor de um imóvel e sobre as vantagens de morar em imóvel alugado.

Agencia Estado,

21 de novembro de 2002 | 14h45

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