Imóvel mal conservado acaba sem inquilino

O mau estado de conservação dos imóveis ainda é um dos principais problemas enfrentados por quem está tentando fechar um contrato de locação. Mais do que uma pintura, boa parte das casas e apartamentos disponíveis no mercado precisa de troca de pisos e de instalações elétrica e hidráulica. A falta de cuidado dos proprietários faz com que o tempo que o imóvel fica vazio torne-se indefinido, segundo as imobiliárias. "Às vezes a unidade fica até mais de seis meses sem ser alugada", diz Antonio Luís Baldassare, da Baldassare Imóveis, que atua na região do Ipiranga. Essa questão tem dado trabalho às imobiliárias, que vêm tentando mostrar aos proprietários que sem uma boa reforma os imóveis não serão locados. "O inquilino está cada vez mais exigente", acredita Baldassare. De acordo com o vice-presidente de Locação do Sindicato da Habitação do Estado (Secovi-SP), Sérgio Lembi, desde o início do ano, essa questão vem merecendo atenção especial do setor. Tanto que os resultados já estão sendo notados na taxa de vacância, que no fim de 2001 ficava em torno de 25% e agora caiu para pouco mais de 15%. Esse último índice, não oficial, foi observado, segundo Lembi, em sondagens com empresas de locação. "Houve uma conscientização forçada dos proprietário", afirma Lembi. Permaneceram vazios os imóveis em pior estado. "Esses vão continuar desocupados enquanto existirem unidades melhores." A maior parte dos imóveis recusados pelos candidatos a inquilino fica nos bairros mais antigos da cidade, como os da região central, e tem menos cômodos, como quitinetes e apartamentos de um dormitório. O advogado da Primazia Imóveis, Roberto do Amaral, diz que um erro comum entre proprietários é agir como se o mercado apresentasse as mesmas condições do período anterior ao Plano Real, quando a procura era maior que a oferta. A situação hoje está invertida. Sai ganhando quem oferece o melhor produto.

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