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Imóvel popular atrai mais investimentos

Lopes cria unidade de negócios para a baixa renda

Ana Paula Lacerda, O Estadao de S.Paulo

23 de outubro de 2007 | 00h00

A Lopes, intermediadora de lançamentos imobiliários, anunciou ontem a criação da Habitcasa, uma unidade de negócios voltada para os setores popular e médio - imóveis entre R$ 60 mil a R$ 180 mil."Os imóveis dessa faixa de valores responderam, nos últimos anos, por 50% das vendas realizadas pela Lopes", diz o diretor de atendimento da Habitcasa, Maurício Scacchetti. Nos últimos três anos e meio, a empresa afirma ter vendido cerca de R$ 1,7 bilhão em imóveis até R$ 180 mil. A subsidiária tem valor geral de vendas (VGV) projetado em R$ 5,1 bilhões, dos quais R$ 4,34 bilhões correspondentes a vendas exclusivas da Habitcasa, segundo a empresa.A princípio, as vendas devem se concentrar no Estado de São Paulo (50%), Rio de Janeiro, Estados do Sul (45%) e no Nordeste (5%). Segundo Scacchetti, os apartamentos comercializados pela Habitcasa devem ter entre 45 m² e 65 m², e seu público-alvo são os consumidores com renda familiar a partir de R$ 1,3 mil. A oferta de crédito, com juros menores e mais prazo, são os fatores que, segundo a empresa, contribuirão para reduzir o déficit no País de 7,2 milhões de moradias.Apesar do aumento de preço nos terrenos de São Paulo, Scacchetti afirma que será possível manter os preços acessíveis, "principalmente por causa da competição entre as construtoras".No último ano, construtoras de grande porte no Brasil investiram nesse segmento, criando ou adquirindo empresas para trabalhar no segmento de imóveis econômicos. A Camargo Corrêa, por exemplo, comprou, por R$ 40 milhões, a HM Engenharia e Construtora, especializada no setor. A Cyrela e a Gafisa fizeram joint ventures com empresas menores para atender ao público de menor renda.SEM PAREDESO fundo de investimentos MaxCap, também especializado na gestão de investimentos imobiliários, anunciou a criação de uma construtora e incorporadora voltada para o segmento econômico. Chamada MaxHaus, a empresa deve anunciar seus primeiros lançamentos no início de novembro, em São Paulo. Depois, segue para Campinas, Rio de Janeiro e Porto Alegre."Pretendemos comercializar cerca de 6 mil unidades ao ano", diz José Paim de Andrade, ex-presidente da Rossi e sócio do MaxCap. O público-alvo da MaxHaus são os consumidores jovens. Os apartamentos, com 70 m² e preço de R$ 170 mil, não têm paredes internas. "É como uma folha em branco, que você pode desenhar como quiser", diz. Apenas a área do banheiro é separada das demais. "Se a pessoa quiser um quarto e uma sala enormes, pode fazer. Se quiser dois quartos e um home theater, também."A estratégia para atrair os jovens inclui alguns luxos - como porta computadorizada e mármore italiano no banheiro - e também "brincadeiras".A partir de 2009, quando forem entregues as primeiras unidades, a MaxHaus fará um concurso para eleger o apartamento mais original, o que mais combina com o dono e o que foi decorado melhor com menos dinheiro. "Planejamos fazer uma revista com os apartamentos mais interessantes", explica Paim. As primeiras unidades serão construídas nos bairros Anália Franco, Morumbi, Alphaville, Mooca e Santo Amaro.NÚMEROS7,2 milhões de habitações é o déficit estimado de moradias no Brasil50% das vendas da Lopes nos últimos anos corresponderam a imóveis com valor inferior a R$ 150 milR$ 1,3 mil é a renda familiar inicial do público-alvo da Habitcasa6 mil unidades por ano é a intenção de lançamento da MaxHaus, construtora do grupo MaxCap

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