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Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Impacto da greve dos caminhoneiros sobre atividade foi maior no Sudeste

Com a paralisação, o indicador medido pelo Banco Central chegou a 136,11 pontos, o menor nível para o IBCR-SE desde janeiro de 2010

Fabrício de Castro, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2018 | 21h41

Uma das regiões mais atingidas pela greve dos caminhoneiros no Brasil foi o Sudeste, conforme dados divulgados nesta segunda-feira, 16, pelo Banco Central. O Índice de Atividade Econômica Regional do Sudeste (IBCR-SE) despencou 3,58% em maio ante abril, na série com ajustes sazonais. Medido em pontos, o indicador passou de 141,17 para 136,11 pontos no período. Este é o menor nível para o IBCR-SE desde janeiro de 2010.

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A atividade da região Sudeste foi mais penalizada em maio que a das regiões Norte (recuo de 1,87%), Nordeste (baixa de 1,16%) e Centro-Oeste (queda de 1,08%). Os valores referentes ao Sul ainda não foram atualizados.   

A greve dos caminhoneiros, que travou a entrega de mercadorias em todas as regiões do País, prejudicou diretamente a atividade econômica nas duas últimas semanas de maio e no início de junho. Na manhã de hoje, o BC já havia informado que seu Índice de Atividade para o Brasil (IBC-Br) havia cedido 3,34% em maio ante abril, na série ajustada, no maior recuo porcentual da série histórica, iniciada em janeiro de 2003.

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Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão atual do BC para o PIB brasileiro em 2018 é de avanço de 1,6%. O porcentual, informado pelo BC no fim de junho, é o mesmo considerado pelo Ministério da Fazenda.

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Quando se compara maio de 2018 e o mesmo mês de 2017, na série sem ajustes sazonais, o recuo da atividade nas regiões também foi generalizado: -0,66% no Sudeste, -3,93% no Norte, -5,42% no Nordeste e -5,87% no Centro-Oeste. O dado para o Sul também não está disponível.  

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