Impacto da Petrobrás é grande

Dívida maior e superávit menor. A decisão do governo de retirar a Petrobrás do esforço fiscal feito pelas várias esferas do setor público teve impacto forte nas contas públicas. De imediato, o governo deixou de contar com pelo menos R$ 2,64 bilhões para o superávit primário neste ano - valor correspondente ao superávit da estatal de janeiro a abril. A medida foi tomada para permitir à Petrobrás investir mais e, dessa forma, estimular o crescimento. A estatal terá mais liberdade para pôr em prática o plano de investimentos de R$ 174 bilhões entre 2009 e 2013. A decisão, no entanto, prejudica os indicadores de endividamento. Como a estatal não tem dívida líquida - é credora - , os dados pioraram. Em abril, incluindo a Petrobrás, a relação entre a dívida líquida do setor púbico e o Produto Interno Bruto (PIB) correspondia a 38,5%. Sem a estatal, o número aumentou para 41,4% do PIB. A mudança contábil levou o Banco Central a preparar uma nova série estatística das contas públicas, com início em 2001. Técnicos do governo chegaram a propor que a Eletrobrás também fosse beneficiada pela decisão. A proposta, no entanto, ainda não vingou.

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