Impacto da suspensão de vendas será inferior a 1% da receita da TIM

Mesmo com a medida da Anatel, que terminou em agosto, operadora deverá encerrar o ano com alta de 15% a 20%

Vinicius Neder, da Agência Estado ,

27 de setembro de 2012 | 18h39

RIO - O impacto da suspensão de vendas de chips por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi "imaterial", com redução abaixo de 1% na receita do terceiro trimestre, afirmou nesta quinta-feira o diretor de Relações com Investidores da TIM, Rogério Tostes. Mesmo com a suspensão, terminada em agosto, a TIM deverá encerrar o ano com alta de 15% a 20% no número de novas linhas de celular, segundo o executivo.

"A gente continuou vendendo serviços para o pós-pago, para quem existia na base, o que limitou bem o impacto negativo. Tem um impacto muito maior de imagem e, por isso, estamos num processo de reestruturação de marketing e propaganda", afirmou Tostes, após participar de seminário promovido pela Apimec no Rio.

Tostes também destacou que a aquisição de novos clientes retomou o ritmo em agosto. Segundo ele, a TIM respondeu por cerca de metade das novas aquisições do mês passado, pelos dados da Anatel. Assim, não será preciso aumentar a agressividade comercial para recuperar terreno até o fim do ano. "A TIM tem uma proposta muito transparente de voz e dados. A oferta já é por si agressiva", disse Tostes.

Captações

A operadora não prevê captações até o fim do ano, segundo Tostes. Apesar disso, o executivo afirmou que "descartar" operações seria "muito forte". "Ano passado, fizemos (uma captação) para pagar (a aquisição) da Atmos, R$ 1,7 bilhões, uma das maiores colocações do mundo no segundo semestre", afirmou. Tostes disse ainda que novas captações na renda fixa seriam para rolar dívidas, mas sem urgência, pois a empresa tem geração de caixa suficiente.

Tudo o que sabemos sobre:
timsuspensãoanatel

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.