Impacto de biocombustível em grãos é baixo, diz estudo

O consumo de grãos e oleaginosas para a produção de biocombustíveis é em grande parte superestimado e limitado em termos de participação no uso global total, afirmou hoje a consultoria alemã F.O.Licht. Em 2007, 4,5% do uso mundial de grãos foi destinado à produção de álcool combustível, em comparação com 3,3% em 2006, segundo relatório da consultoria.Os preços de commodities como trigo, milho e oleaginosas subiram para níveis recordes no último ano comercial, mas a F.O. Licht afirma que as altas devem-se principalmente ao aumento de compras especulativas e custos mais elevados de energia para a produção agrícola. O avanço dos preços também deve-se à "freqüentemente repetida suposição de que a expansão do setor de biocombustíveis estaria impulsionando esses mercados", observa a consultoria.No entanto, o relatório acrescentou que a influência do biodiesel no mercado mundial de óleo vegetal é mais significativo, com cerca de 5,9% da oferta total utilizada na produção do combustível alternativo, em comparação com 3,7% em 2006. Em virtude do atual excedente mundial de açúcar, o impacto do setor de etanol brasileiro nos preços do açúcar é "limitado", de acordo com o relatório. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.