Renda extra

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Impacto de corte de IR é insignificante, diz Everardo

O pacote anticrise anunciado na quinta-feira pelo governo para incentivar o consumo no País, principalmente da classe média, é bem-vindo, mas insignificante sobre a renda disponível dos brasileiros, na opinião do consultor tributário e ex-secretário da Receita Federal Everardo Maciel. "O impacto máximo que as medidas poderão ter para o bolso do contribuinte é algo em torno R$ 90 por mês. Em alguns casos, chega a ser uma fatia insignificante", disse e entrevista ao programa Agência Estado no Ar, transmitido pela Rádio Eldorado, referindo-se aos cortes anunciados pelo governo para o Imposto de Renda da Pessoa Física.A nova tabela do IRPF entra em vigor no dia 1º de janeiro e vai reduzir a carga tributária para todos os contribuintes . Hoje existem duas alíquotas: 15% e 27,5%. Foram criadas mais duas: 7,5% e 22,5% . O ganho mensal máximo que um contribuinte terá será de R$ 89,50. Já o governo deixará de recolher R$ 4,9 bilhões só com o imposto de renda. No total, com as outras medidas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos automóveis e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) do crédito, a renúncia fiscal do governo será de R$ 8,4 bilhões.Na opinião de Maciel, o pacote terá apenas um resultado psicológico sobre o consumidor brasileiro. "O governo está pagando caro para lançar medidas que terão meramente efeito psicológico", disse. Para o consultor tributário, o montante que o governo pode deixar de arrecadar com as medidas não está sendo compensado como deveria, por conta do elevado gasto público. "Todas as medidas são no sentido de aumentar os gastos correntes do governo e tratam-se de gastos irreversíveis", afirmou. Ele disse, no entanto, que não vê nenhuma disposição do governo em adotar uma política de austeridade fiscal para conter os gastos públicos. "Pelo contrário, o que se vê é um certo ânimo de expandir esses gastos."O ex-secretário da Receita também duvida da eficácia das medidas em relação ao alívio proposto pelo governo ao reduzir o IPI para veículos, por se tratar de uma medida temporária. Segundo Everardo, a combinação de crédito fácil e de confiança do consumidor foi o que ajudou as montadoras a registrar um grande crescimento das vendas. "Ao contrário de agora, o que existiu naquela época era facilidade na oferta de crédito. Além disso, o brasileiro estava confiante de que seria capaz de pagar suas prestações", afirmou o ex-secretário.

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