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Impacto de escândalo da Petrobrás na economia do Brasil deve diminuir, diz FMI

Fundo também diz que alguns indicadores sugerem que a recessão brasileira pode estar próxima do fim

Altamiro Silva Junior, enviado especial, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2016 | 15h05

WASHINGTON - O impacto do escândalo de corrupção da Petrobrás na atividade econômica do Brasil deve diminuir lentamente, contribuindo para a recuperação do investimento no País e do retorno ao crescimento econômico, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI) em um relatório divulgado nesta sexta-feira em Washington.

O FMI diz que alguns indicadores sugerem que a recessão brasileira pode estar próxima do fim. "Mas a implementação das reformas para resolver problemas estruturais, incluindo na arena fiscal e que restaurem a credibilidade na política de forma durável, permanece incerta." A previsão da instituição é que o País cresça 0,5% em 2017, mas ainda há um cenário de baixa expansão pela frente, de 2%. Por isso, o Fundo argumenta que é essencial o avanço de reformas estruturais.

A expectativa do FMI é que a política monetária permaneça apertada no curto prazo. "No médio prazo, a expectativa é que a inflação convirja lentamente para centro da meta." Além disso, a expectativa é de queda adicional do crédito, ainda refletindo a recessão econômica.

O FMI alerta que os riscos de piora dominam o cenário para a economia brasileira e que eventos domésticos continuam a ser os principais para a economia. O temor mais imediato é o da implementação das medidas de ajuste do presidente Michel Temer, sobretudo na área fiscal, de acordo com o documento. "Com alta e crescente dívida bruta no horizonte previsto, os riscos de piora dominam o cenário."

"A economia do Brasil está em sua mais profunda recessão em décadas e o espaço para apoiar a demanda é limitado", ressalta o documento. A crise política, segundo o FMI, ajudou a agravar a recessão ao paralisar o avanço da política econômica e afetar pesadamente a confiança de empresários e consumidores. Ao mesmo tempo, a estratégia do governo anterior acabou piorando as contas fiscais, que agora precisam ser ajustadas. 

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