Impacto do novo compulsório será de R$ 8 bi, diz BC

O chefe do departamento de Operações Bancárias do Banco Central, José Antonio Marciano, informou nesta quarta-feira que a decisão de elevar o compulsório sobre depósitos à vista de 45% para 60% irá gerar uma redução de liquidez na economia da ordem de R$ 8 bilhões. Com isto, o volume desses compulsórios subirá de R$ 27 bilhões para R$ 35 bilhões. Marciano lembrou que a alíquota antiga de 45% foi estabelecida em junho de 2000, quando o compulsório foi reduzido de 55% para 45%. O Banco Central ao mesmo tempo em que elevou a alíquota para 60% aumentou a faixa de isenção do compulsório sobre depósitos à vista de R$ 4 milhões para R$ 44 milhões. Ele ainda lembrou que a alíquota do compulsório sobre o adicional dos depósitos à vista não foi alterada e permanece em 8%. O compulsório sobre depósitos à vista elevado para 60%, segundo Marciano, tem de ser recolhido integralmente em espécie e sem incidência de remuneração.Marciano disse também que a decisão de elevar o compulsório sobre depósitos à vista de 45% para 60% deverá reduzir a demanda por crédito e, em conseqüência, ajudar o governo a combater a alta da inflação. "À medida que as pessoas tiverem menos recursos disponíveis para tomarem emprestado dos bancos, elas poderão gastar apenas o essencial", disse. Marciano também acredita que a decisão de elevar a taxa Selic de 25,5% para 26,5% ajudará o Banco Central a equilibrar a liquidez no mercado aberto de juros. "As duas medidas tomadas hoje têm que ser vistas de forma integrada", afirmou Marciano.

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