Coluna

Thiago de Aragão: China traça 6 estratégias para pós-covid que afetam EUA e Brasil

Impasse é melhor do que acordo ruim em Cancún, destaca SRB

Um provável impasse nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) é melhor para o Brasil do que um acordo ruim. Essa é a opinião do presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), João Sampaio - um dos convidados da missão oficial do Brasil para acompanhar a reunião ministerial que começou hoje em Cancún, no México, e cujo ponto de confronto é o comércio agrícola.Representando o setor produtivo, Sampaio considera essencial que o documento apresentado pelo Grupo dos 21, que inclui algumas maiores economias em desenvolvimento, entre elas o Brasil, seja adotado no roteiro das negociações. "Se isso não ocorrer, há uma possibilidade de impasse, que não é de todo ruim para nós", disse ele ao Estado. "Num caso assim, ficaria de pé a Cláusula de Paz, segundo a qual ninguém pode contestar as políticas de subsídios durante dez anos. O prazo vence em dezembro deste ano, abrindo espaço para a contestação e a negociação."Para Sampaio, as propostas apresentadas até agora pelos Estados Unidos e a União Européia são ruins para o agronegócio brasileiro. "Eles têm ignorado o Grupo dos 21, que representa 65% da população mundial e 50% da produção agrícola."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.