Impasse entre bancários e Fenaban desemboca em greve

Depois de apenas três rodadas de negociação, o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) chegaram a um impasse que inviabilizou a continuidade do debate em torno da campanha salarial da categoria. O agravamento da discussão ficou evidenciado pela greve, por tempo indeterminado, programada para ocorrer a partir da próxima quinta-feira, dia 6.Enquanto os bancários pedem um reajuste salarial de 11,77%, pelo ICV, com um programa de participação nos lucros (PLR) que corresponda a um salário mais R$ 788 e a distribuição de 5% do lucro líquido das instituição - distribuídos de forma linear -, os banqueiros propõe alta de 4% dos salários, com PLR relativo a 80% do salário, R$ 733 fixos e abono salarial de R$ 1 mil.Considerada insuficiente, a proposta despertou o sentimento de greve nos bancários, que acusam a Fenaban de ter deixado de negociar. Já os representantes dos bancos dizem que só continuam a negociação após o recebimento de uma contra-proposta dos sindicalistas, que não pretendem fazê-la. "Não temos que fazer outra proposta, já que eles não quiseram nem negociar a primeira. O diálogo foi vetado pela Fenaban", diz Luiz Cláudio Marcolino, presidente do sindicato.Do outro lado, o representante da Fenaban na negociação, Magnus Apostólico, diz que a entidade está aberta, mas só negocia com uma proposta em mãos. "Como posso levar um pleito aos bancos sem nada do sindicato? Precisamos de algo concreto para negociar. A proposta inicial já foi rejeitada", diz.Para Marcolino, do Sindicato dos Bancários, a disposição do Banco do Brasil em fazer uma negociação paralela mostra que é possível uma flexibilização da negociação. "O BB aceitou um PLR de 4% do lucro, após um negociação, que será votado hoje. Se eles negociaram, porque a Fenaban não pode? Houve um endurecimento por parte dos bancos", avalia.

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