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Impasse marca conversa entre Argentina e fundos

Reunião de ontem terminou mais uma vez sem acordo; argentinos insistem que, para ter avanço, Justiça americana precisa suspender decisão

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2014 | 02h04

As negociações entre a Argentina e os fundos credores dos Estados Unidos chegaram a um impasse, faltando poucos dias para vencer o prazo final do pagamento de US$ 1,3 bilhão, no próximo dia 30. Em uma nova reunião ontem, as conversas não avançaram, os credores não participaram do encontro e a delegação voltou para Buenos Aires.

"Não foi alcançada nenhuma resolução do impasse entre as duas partes", afirmou o advogado Thomas Pollack, nomeado pelo juiz federal Thomas Griesa para ser o mediador das negociações. O advogado espera que novos encontros ocorram até o dia 30 para buscar soluções e tentar evitar o default.

Pollack informou que, após a reunião com os Argentinos, falou por telefone com representantes dos fundos e eles reiteraram a "disposição e disponibilidade" para novas conversas "a qualquer momento". Já os representantes do governo argentino voltaram para Buenos Aires em busca de novas instruções da Casa Rosada. Em um comunicado enviado após a reunião, o governo Argentino disse estar disposto a novas conversas "com o mediador", mas não menciona encontro com os fundos, que a Casa Rosada chama de "abutres".

A reunião de ontem foi a mais curta até agora, durando apenas 70 minutos, menos que as mais de três horas do encontro de anteontem e das cinco horas da reunião anterior. Os representantes da Casa Rosada e seus advogados saíram sem falar com a imprensa. No comunicado, o governo argentino fala que no encontro foram discutidos "os diferentes aspectos do litígio e as diversas alternativas que se apresentam".

Execução. O governo argentino insiste que, para as negociações avançarem, Griesa precisa suspender a execução da sentença dada em 16 de junho, chamado "stay". A razão é que o país alega que, por uma cláusula no contrato da reestruturação da dívida, chamada Rufo, as condições oferecidas para os fundos dos EUA têm de ser oferecidas também para os 93% dos outros credores que aderiram à reestruturação da dívida de 2005 e 2010. Essa cláusula vale até o dia 31 de dezembro deste ano e por isso os argentinos querem mais tempo para negociar.

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