Impasse na negociação entre governo e aposentados

Depois de seis meses de discussões, a tentativa de acordo com os aposentados e pensionistas do INSS para o pagamento dos atrasados chegou a um impasse. Na reunião realizada nesta quinta-feira no Ministério da Previdência Social, o governo apresentou uma contra-proposta que prevê o parcelamento do débito em até oito anos, com desconto de 15% sobre a dívida e também sobre o valor corrigido dos benefícios. A proposta foi rechaçada pelos aposentados."Com essa proposta não tem nem conversa, quanto mais acordo", disse o presidente do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical, João Inocentini. A mesma posição foi tomada pelo presidente da Confederação Brasileira dos Aposentados (Cobap), João Resende Lima. "Com essa proposta o governo demonstra que não quer acordo", disse.Resende Lima criticou a posição defendida pelo secretário executivo do Ministério da Fazenda, Bernardo Appy, de que o acordo exigirá elevação da carga tributária, mesmo que temporária, para financiar o pagamento aos aposentados. De acordo com Appy, o prazo de até oito anos proposto é para evitar que o financiamento do acordo seja oneroso para a sociedade.A dívida do governo com os segurados pode ser dividida em duas. Uma, de R$ 12,3 bilhões, é devida pela não incorporação do Índice de Reajuste do Salário Mínimo (IRSM) de fevereiro de 1994. Outra parcela, que implicará num custo anual de R$ 2,3 bilhões, é a defasagem pela não incorporação da correção plena.

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