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Impasse nas negociações entre Brasil e Argentina

Um acordo entre representantes dos empresários do setor de eletrodomésticos sobre as restrições para a entrada de geladeiras, fogões e máquinas de lavar roupa do Brasil para a Argentinachegaram a um novo impasse depois de dois dias de negociações. A brasileira Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) manifestou que não negociará novos acordos de restrição voluntária para os produtos. Esses acordos, assinados em 2004 - que estabeleciam cotas "voluntárias" para as vendas de produtos brasileiros neste país - concluíram no primeiro semestre deste ano.Em 2004, os empresários argentinos, alegaram que os acordos eram necessários para evitar uma suposta "avalanche" de produtos brasileiros, além de permitir que as indústrias argentinas contassem com proteção suficiente para recuperar-se da grave crise econômica. Dois anos depois, os argentinos argumentam que as restrições precisam ser mantidas. Desta vez, alegam que as empresas brasileiras recebem subsídios, que prejudicam a competitividade argentina.Nas reuniões desta semana, os empresários argentinos exigiram que a participação brasileira de geladeiras no mercado argentino fique entre 28% e 30%, o mesmo nível de 1998.Posição brasileiraSegundo o presidente da Eletros, Paulo Saab, "os acordos foram decorrentes da crise econômica argentina em 2002, mas, o setor eletroeletrônico brasileiro nunca propôs que essas restrições fossem mantidas como uma solução para as assimetrias alegadas pela indústria da Argentina".Segundo Saab, diante do crescimento do mercado argentino e a recuperação econômica, não há justificativa para a continuidade dos acordos voluntários restritivos.Posição argentinaCom a resistência dos empresários brasileiros, os argentinos ameaçaram aplicar licenças não-automáticas (medida burocrática que demora em 60 dias a entrada do produto, fato que desestimula os importadores) e até a abertura de investigações anti-dumping.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2006 | 21h41

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