Importação cresce com reaquecimento da economia, diz Furlan

O governo não está nem um pouco preocupado com o aumento da velocidade das importações desde o início do segundo semestre e continua apostando na meta de US$ 90 bilhões nas exportações brasileiras este ano e em um saldo comercial favorável de US$ 30 bilhões, mesmo com o aumento considerável do preço do petróleo no mercado internacional.De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira, em Brasília, as importações cresceram 39% no decorrer deste mês, enquanto que as exportações aumentaram 35%. O ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, explicou hoje (segunda-feira), em São Paulo, que, pela primeira vez no governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva, no período do mês de agosto, as importações cresceram acima da expansão das exportações."A primeira coisa (que faremos) será verificar se essa tendência é consistente, até porque, em outras ocasiões, dissemos que seria provável de que as importações cresceriam mais do que as exportações", afirmou o ministro, que participou do seminário Exame Fórum Desburocratização para Crescer. Mas, disse ele, "não é um assunto que preocupa, (razão pela qual) estamos abrindo os números para verificar (o que está ocorrendo)".Para o ministro seria natural que, com o reaquecimento da economia brasileira, as importações crescessem, principalmente com o aumento de compras de matérias-primas, componentes e bens de capital.Furlan insistiu em dizer que o ministério mantém as suas projeções para o comércio exterior. "Até ontem (domingo), o nosso superávit já está em quase US$ 22 bilhões e até o final de agosto, ultrapassaremos as exportações de todo ano de 2002, que somaram US$ 60 bilhões", acrescentou.

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