Importação retoma fôlego e derruba superávit comercial

Embora tenham iniciado o mês de abril mostrando arrefecimento, as importações ganharam fôlego nas semanas seguintes e voltaram a derrubar o superávit da balança comercial brasileira. Segundo os dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o saldo comercial está, pela média diária, 51,4% menor que o resultado de abril de 2007. Nas importações, a média diária até a terceira semana de abril, de US$ 540,3 milhões, ficou 30,7% acima da média de abril de 2007 (US$ 413,4 milhões). Cresceram os gastos, principalmente, com adubos e fertilizantes (73,2%), combustíveis e lubrificantes (51,1%), veículos e partes (47,6%), aeronaves e peças (44,1%), borracha e obras (33,8%) e plásticos e obras (31,5%).Nas exportações, a média diária até a terceira semana de abril, de US$ 641,8 milhões, cresceu apenas 3,1% em relação a abril de 2007 (US$ 622,3 milhões). Os embarques de manufaturados aumentaram 3,5%, em razão de óleos combustíveis, tratores, partes de motores para veículos automóveis, autopeças, motores e geradores, suco de laranja e automóveis de passageiros. As exportações de semimanufaturados expandiram 1,5%, por conta de ferro fundido e semimanufaturados de ferro e aço. As vendas de produtos básicos aumentaram 1,1%, puxadas principalmente por soja em grão, café em grão, carne de frango, bovina e suína, e farelo de soja.Na terceira semana de abril, a balança comercial apresentou exportações de US$ 3,279 bilhões e importações de US$ 3,019 bilhões, resultando em superávit de US$ 260 milhões. No mês, as exportações acumulam US$ 8,985 bilhões e as importações, US$ 7,564 bilhões, com superávit de US$ 1,421 bilhão. No ano, as exportações totalizam US$ 47,675 bilhões e as importações, US$ 43,417 bilhões, com saldo positivo de US$ 4,258 bilhões.

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