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Importações diárias superam US$ 700 milhões pela 1ª vez

Importações subiram por conta do petróleo e também pela compra de trigo que o Brasil fez da Argentina

Renata Veríssimo, da Agência Estado, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2008 | 16h26

O ritmo forte das importações provocou o primeiro déficit na balança comercial brasileira em quase seis anos. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 25, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a média diária das importações na quarta semana de fevereiro foi de US$ 749,4 milhões, recorde histórico semanal. Foi a primeira vez que a média diária da semana supera a casa dos US$ 700 milhões. Os números do ministério mostram que, do lado das importações, aumentaram os gastos este mês na comparação com fevereiro de 2007, principalmente com cereais e produtos de moagem (147,2%), adubos e fertilizantes (117,0%), siderúrgicos (90,0%), automóveis e partes (70,1%), combustíveis e lubrificantes (68,9%) e equipamentos mecânicos (61,1%). Para o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, os empresários estão aproveitando o dólar baixo para modernizar suas indústrias. Esse processo terá um efeito mais à frente, pois tornará a indústria brasileira mais competitiva e com mais condições de vender no exterior. Além disso, segundo ele, as importações subiram por conta do preço do petróleo e também pela elevada compra de trigo que o Brasil fez da Argentina, algo que não vinha sendo feito em meses anteriores. Exportações x importações Na quarta semana de fevereiro, a balança comercial apresentou exportações de US$ 3,666 bilhões e importações de US$ 3,747 bilhões, resultando em déficit de US$ 81 milhões. Miguel Jorge avalia que o déficit para a balança comercial não é uma tendência para este ano.  Até agora, as exportações acumulam no mês US$ 9,819 bilhões e as importações, US$ 8,843 bilhões, com superávit de US$ 976 milhões, 56,7% menor que fevereiro de 2007. No ano, as exportações totalizam US$ 23,096 bilhões e as importações, US$ 21,176 bilhões, com saldo positivo de US$ 1,920 bilhão. Enquanto as importações cresceram 51,2% em relação ao mesmo período do ano passado, as exportações subiram 22,4%, o que já provocou uma queda do superávit comercial de 60,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas embora não consiga acompanhar o ritmo forte das importações, as exportações ainda continuam mostrando vigor. Se o resultado até a quarta semana for mantido até o final do mês, será a primeira vez que a média diárias das vendas externas irá ultrapassar os US$ 700 milhões em meses de fevereiro. Na quarta semana, a média diária das exportações foi de US$ 733,2 milhões e, no acumulado do mês, totaliza US$ 701,4 milhões, 24,6% acima da média diária de fevereiro de 2007. Há um crescimento das vendas externas nas três categorias de produtos. A média diárias das exportações de básicos subiu 34% em relação a fevereiro de 2007, por conta, principalmente, de farelo de soja, milho em grão, carne de frango e suína, petróleo em bruto e minério de ferro. Os embarques de semimanufaturados aumentaram 31,8% puxados por óleo de soja em bruto, ferro fundido, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro e aço, celulose e catodos de cobre. As vendas de manufaturados cresceram 15,9% em razão de gasolina, aviões, álcool etílico, motores e geradores, máquinas e aparelhos para terraplanagem, autopeças, calçados e motores para veículos. Miguel Jorge revisou as exportações para este ano de US$ 172 bilhões para entre US$ 175 bilhões e US$ 180 bilhões. A nova estimativa resultou da avaliação do ministério sobre o impacto dos aumentos do minério de ferro de cerca de 65% obtidos pela Vale. Jorge adiantou que, para 2009, o objetivou do Ministério é exportar US$ 200 bilhões.

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