Importado sai da lista de compras

O cearense Gilberto Burmann, de 60 anos, técnico em Geologia, deixou de sonhar com eletroeletrônicos, que sãos os produtos mais impactados pela alta do dólar. Os preços, segundo ele, não estão atraentes. “A gente vê umas promoções, mas não atingem a nossa condição financeira. Tem gente que até deseja uma televisão maior, de tecnologia de ponta, mas os preços não estão acessíveis”, afirma.

Carmen Pompeu, Especial para o Estado

08 de agosto de 2015 | 17h37

Sua preocupação no momento é mais restrita: dar atenção aos preços no supermercado. Lá, também riscou os produtos afetados pela variação do câmbio. Já não frequenta a sessão de bebidas e passa longe dos produtos importados. “Os vinhos, uísque e até a cerveja estão muito caros”, comenta. 

Na tentativa de manter o padrão de consumo, o cearense faz malabarismos. Compara marcas. Trocou a carne bovina por frango e carne de porco. Se antes a qualidade pesava mais, agora o preço menor é o que decide a compra. Outra dica usada por ele é aproveitar os dias de promoções. “Muitos supermercados fazem promoções em dias diferentes. A gente tem de sair pesquisando”, ensina.

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