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Imposto ainda é desafio no Brasil, diz empresa

LAUSANNE

Jamil Chade CORRESPONDENTE / LAUSANNE, O Estado de S.Paulo

28 de setembro de 2010 | 00h00

A cúpula da Nestlé deu ontem sua receita para o Brasil para os próximos anos: promover uma reforma tributária, ganhar competitividade e investir em infraestrutura. A multinacional com sede na Suíça tem mais de 280 mil funcionários espalhados pelo mundo e vendas anuais de US$ 100 bilhões, superior a toda exportação agrícola do Mercosul. Ainda assim, olha com especial atenção para o Brasil diante da expansão que presenciou em suas vendas no País na década. Em dez anos, as vendas quadruplicaram no mercado nacional.

Hoje, o Brasil já é o quarto maior mercado para a empresa, que promete importantes investimentos no Brasil com vistas a aumentar sua capacidade de produção. Mas, em declarações ao Estado, sua cúpula deixa claro que o processo de reformas no Brasil ainda não acabou.

Para o CEO mundial da Nestlé, Paul Bulcke, o próximo desafio do Brasil terá de ser o de lidar com sua carga tributária. "O Brasil sabe que tem seus problemas específicos. Um deles é a carga tributária e a estrutura de impostos, que são pesadas demais", afirmou. "Isso tem reduzido a competitividade brasileira e precisa ser solucionado."

Para James Singh, vice-presidente executivo da Nestlé para Finanças, outro desafio a ser enfrentado pelo Brasil nos próximos anos é a questão da infraestrutura. "Com o crescimento do País, é natural que esse seja um tema importante a ser debatido pelo governo", disse.

Para a multinacional, porém, o resultado das eleições não é um fator que preocupa. "Esse não é mais o fator que pesa. Nossos planos no Brasil sempre foram, e são ainda mais, agora, uma questão de longo prazo", afirmou o presidente da multinacional, Peter Brabeck. A avaliação da cúpula da empresa é de que a estabilidade institucional no Brasil já mostrou que funciona.

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