Coluna

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Imposto alto reduz capacidade de competição

Estudo aponta que custo de operação de navios brasileiros supera os padrões internacionais

Adriana Fernandes e Fabio Graner, O Estadao de S.Paulo

12 de novembro de 2007 | 00h00

Para criar as medidas de estímulo à navegação de cabotagem, o governo preparou um diagnóstico sobre o setor no Brasil. O relatório, elaborado por um grupo de trabalho criado em 2005, aponta que o custo de operação dos navios brasileiros esta bem acima dos padrões internacionais. Dessa forma, se desenhou no País um círculo vicioso: não há freqüência de navios, o que leva à falta de cargas, que, por sua vez, são transportadas a custos elevados. Assim, o modal marítimo não deslancha.Muitos navios usados na cabotagem são oriundos de empresas que faziam a chamada navegação de longo curso (entre países). Com a expansão da frota de navios das ''''bandeiras de conveniência'''', uma espécie de paraíso fiscal para os transportadores de longo curso, as empresas brasileiras passaram a operar só na cabotagem.A tributação pesada foi apontada como um dos motivos dos fretes elevados, o que reduz a competitividade ante outros transportes, como o rodoviário. O frete entre Rosário, na Argentina, e o Recife, com cerca de 5,2 mil quilômetros de distância, considerado de longo curso, custa menos que o frete entre Paranaguá e o Recife, cuja distância é de cerca de 2,8 mil quilômetros, ou semelhante ao frete Paranaguá-Xangai (China).Para o consultor da CNA Luiz Antonio Fayet, o alto preço nos fretes da cabotagem é uma das razões pelas quais o trigo, o milho e o arroz produzidos no Sul não conseguem competir com os importados pelo Nordeste. Isso obriga o governo federal a mobilizar elevados recursos para resolver problemas de comercialização. Como os fretes de longo curso são mais baratos, uma das soluções tem sido vender para fora do País o milho e o trigo que falta em outras regiões do Brasil.O diretor da Antaq, Murilo Barbosa, reconhece que os custos da cabotagem são elevados e isso impacta o frete, mas pondera que o frete hoje, por conta da demanda chinesa, está elevado em todo o mundo. ''''A competição está difícil até com o rodoviário'''', afirmou.

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