Michaela Rehle/Reuters
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Imposto para veículos deve ter critério misto a partir de 2018

Presidente da Anfavea afirmou que, além da potência, eficiência energética também deve ser levada em conta

André Ítalo Rocha, Broadcast

06 Julho 2017 | 13h56

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, admitiu nesta quinta-feira, 6, que a nova política setorial que vem sendo elaborada pelo governo para a indústria automobilística, batizada de Rota 2030, poderá contar com um critério misto na definição das alíquotas do IPI para os veículos, mantendo o critério atual, segundo o qual as taxas são menores para veículos de menor potência, e adicionando um critério de eficiência energética.

As conversas entre o governo e o setor para a elaboração do Rota 2030 começaram em março e, em abril, quando as primeiras diretrizes foram divulgadas, dava-se como certo que o critério atual seria abandonado, dando lugar ao critério da eficiência energética, segundo o qual veículos mais econômicos teriam alíquotas menores. No entanto, segundo Megale, diversas alternativas estão sendo discutidas, entre elas essa proposta mista. A ideia é que o Rota 2030 entre em vigor no início de 2018, em substituição ao Inovar-Auto, que expira no fim de 2017. 

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Em abril o Estado já havia antecipado que a política industrial para as montadoras poderia beneficiar os carros menos poluentes. Com vencimento do Inovar-Auto em dezembro, o governo apresentou em abril o Rota 2030, já com a ideia de que o programa que poderia mudar o sistema de cobrança do IPI, que levaria em conta modelos mais econômicos e com mais itens de segurança. 

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