Imposto sobre importação de aço poderá ser reduzido

Depois do ministro da Fazenda, Guido Mantega, hoje foi a vez do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, sinalizar que o governo pode reduzir a zero a alíquota do Imposto de Importação (II) de alguns tipos de aço. Segundo ele, essa possibilidade decorre do fato de que o governo vem sendo informado pelas indústrias de aumentos substanciais impostos pelas siderúrgicas ao preço doméstico do produto.

LEONARDO GOY, Agencia Estado

24 de setembro de 2009 | 20h27

"O que me surpreendeu é que o aumento foi logo depois que o aço saiu da lista de exceção que permitia a importação com alíquota zero. Não significa que vai voltar, mas é algo a se pensar", disse Miguel Jorge, confirmando que o assunto está sob análise no governo. Ao chegar à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado para uma audiência, Miguel Jorge disse que o governo vem recebendo muitas reclamações sobre os aumentos do aço, que, disse ele, variam de 10% a 12%. "E são aumentos muito próximos", destacou.

Na terça-feira, Mantega já havia mencionado esses aumentos e ameaçado reduzir novamente a alíquota de importação de produtos siderúrgicos. O vice-presidente-executivo do Instituto Aço Brasil (IABr) Marco Polo de Mello Lopes, rebateu as críticas dos ministros. O executivo argumentou que não está havendo aumento de preço nas usinas. O que acontece, segundo ele, é que, durante o pico da crise econômica, algumas distribuidoras de aço reduziram seus preços e agora, com o início da recuperação, estão diminuindo os descontos.

"Quando se fala no setor de aço, há uma infinidade de segmentos. No setor automotivo, que sempre é muito falado, não houve aumento, por exemplo", disse.Lopes disse que a entidade pediu uma audiência com Miguel Jorge e Mantega para expor seus argumentos.

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