Imposto sobre remessas indica maior saída de recursos

O secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, evitou fazer uma avaliação sobre as causas do aumento, em setembro, da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) cobrado sobre as remessas de aplicações financeiras para fora do País, feitas por investidores residentes ou domiciliados no exterior. Em setembro, a Receita teve uma arrecadação adicional de R$ 354 milhões com o IRRF sobre essas remessas. "Os investidores, por alguma razão, liquidaram as suas aplicações e levaram para o exterior", constatou o secretário. Pinheiro, no entanto, não quis comentar a possibilidade desse aumento da arrecadação ser um sinal de fuga de capitais para o exterior, nesse momento atual de crise da economia brasileira. "Eu não vou desenvolver teorias. Eu não sei", disse ele, acrescentando, sem entrar em detalhes, que praticamente todo o ano são registradas "certas atipicidades" nessa arrecadação. Ele explicou que a arrecadação do IRRF sobre as remessas refere-se a fatos geradores ocorridos entre o final de agosto e até a terceira semana de setembro, já que o tributo tem recolhimento semanal. Segundo Pinheiro, o valor de R$ 354 milhões está acima do padrão normal da arrecadação mensal.

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