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Impostos ainda desafiam setor de alimentos em 2005

O presidente da Associação Brasileira da Indústria da Alimentação (Abia), Edmundo Klotz, destacou hoje que um terço do preço pago por um alimento no País se destina ao pagamento de impostos, sejam diretos ou indiretos. Na tentativa de diminuir o impacto dos tributos no setor, a entidade promete continuar lutando, ao longo de 2005, para garantir o crédito presumido para alguns segmentos que ainda não foram beneficiados, como a cadeia de trigo, a farinha de milho enriquecida (fubá) e as rações animais."Uma das vitórias que tivemos em 2004 foi conseguir com que o crédito presumido para as cadeias (de alimentos de origem) animais ficasse em 60% e para as demais em 35%", comenta Klotz, rememorando a briga que a entidade travou neste ano contra a Medida Provisória 183, que sugeria tirar completamente o benefício da indústria da alimentação. "Por isso um dos nossos desafios para 2005 será o de estender o crédito presumido que conseguimos para as cadeias que ficaram fora."O crédito presumido foi concedido no ano passado às indústrias de alimentação em 70% para o PIS e neste ano em 80% para a Cofins, por conta da nova tributação sobre o valor agregado, que visa pôr fim ao pagamento dos impostos em cascata. A idéia do crédito presumido era compensar a não geração de crédito sobre o valor agregado no caso dos fornecedores das indústrias de alimentação, que em 70% dos casos são produtores rurais, pessoas físicas.Klotz destaca que outra batalha vencida neste ano pela indústria da alimentação na guerra contra os impostos foi a redução de 18% para 12% do ICMS no Estado de São Paulo para alguns grupos de alimentos. Segundo o executivo, se não houver um mark-up (remarcação de preço para cima) exacerbado por parte do varejo, o consumidor deve ser beneficiado em breve com preços mais baixos. Ele prefere, contudo, não apontar o porcentual da redução.

Agencia Estado,

08 de dezembro de 2004 | 15h29

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