Imune às crises econômicas, mercado de luxo continua lucrando

Líder do setor, LVHM prevê ganhos acentuados em 2008, apesar do consumo moderado e da valorização do euro

Agências internacionais,

16 de maio de 2008 | 14h51

Nem diminuição das vendas nem muito menos redução dos lucros. O comércio de luxo não entende de crises. Segundo o jornal El Pais, a maior prova disso é que seu principal expoente, o grupo francês LVMH, confirmou as previsões de que fechará o ano com um "sensível" aumento nos ganhos, apesar da desaceleração da economia e da valorização do euro frente ao dólar.   O conselheiro da empresa, Bernard Arnault, afirmou nesta sexta-feira, 16, durante a assembléia geral da companhia em Paris, que o grupo "está bem posicionado para cumprir o objetivo de um crescimento sensível dos lucros em 2008", como já havia planejado em abril do ano passado. A empresa é proprietária de marcas de prestígio como Moet & Chandon, Louis Vuitton, Christian Dior e Hublot.   A direção do grupo está convencida de que o potencial de crescimento lhes permitirá duplicar os ganhos durante os próximos cinco anos. De acordo com o jornal El Pais, o grupo anunciou nesta sexta que fechou o primeiro trimestre do ano com um lucro superior a 4 milhões de euros, um crescimento de cerca de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.   O departamento de relógios e jóias foi o que mais melhorou seu balanço, com uma alta de 19% em seus lucros. Além de líder em volume de negócio no setor, a LVMH é considerada a empresa de luxo mais valiosa do mundo, segundo a revista Forbes.   Arnault destacou que superar o atual período de turbulência mantendo os lucros reforçou a estrutura e a política do negócio, ao mesmo tempo em que apontou para o grande potencial dos países emergentes, que já são responsáveis por 25% do total de vendas, com 447 lojas. Só na China, a LVHM abriu 21 lojas desde 1992.

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