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INA registra queda de 6,4% no acumulado até julho

O diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, lembrou nesta quinta-feira que o mês de julho é o início do período de maior atividade da indústria de transformação. Com exceção de 2005, quando houve queda de 1,9% da atividade industrial em julho, em todos os outros anos o mês apresentou crescimento. Neste ano, sem considerar os ajustes sazonais, o Indicador de Nível de Atividade (INA) apresentou em julho crescimento de 3%. No entanto, no acumulado dos sete primeiros meses do ano, o INA registra queda de 6,4%. A última vez que o INA apresentou queda no mesmo período foi em 2009, quando encolheu 12%.

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS, Agencia Estado

30 de agosto de 2012 | 13h34

Em 2012, o INA, com ajustes sazonais, subiu 0,3% em julho. De acordo com Francini, além da sazonalidade, que contribui para o dado positivo, há ainda expectativa de melhora da indústria, especialmente nos meses de julho, agosto e setembro, quando o setor começa a se preparar para o final do ano.

A pesquisa Sensor da Fiesp, que capta o grau de confiança dos empresários, é mais um sinal de melhora da atividade industrial. O indicador saltou de 49,6 pontos para 50,5 pontos na passagem de julho para agosto. Chamou a atenção de Francini o aumento na confiança das vendas, que saiu de 47,9 pontos em julho para 55 pontos em agosto. "Isso nos enche de esperança. Sabemos que sempre há um retardamento na captura da realidade pelas estatísticas, mas o que nós percebemos é que a partir dos meses de junho e julho está ocorrendo uma reação", disse Francini.

O Departamento também revisou para baixo o INA referente a junho, na comparação com maio, de 0,7% para 0,3%, no cálculo com ajuste sazonal. A Fiesp também revisou o INA sem ajuste sazonal de uma queda de 1,4% para uma queda de 2,3% em igual comparação. "Com a revisão, o crescimento do INA em junho foi para 0,3%, a mesma taxa apurada para o mês de julho", afirmou Francini.

Com a revisão da variação do INA em junho, Francini informou que projeta uma queda de 5,5% no fechamento do ano. De acordo com diretor do Depecon, se for considerada uma recuperação da atividade da indústria de transformação de 0,8% a partir de agosto, e esta variação se repetir mensalmente até o final do ano, o INA chegaria no final de dezembro com uma queda de 4,4%.

Com esse resultado, o carregamento estatístico para 2013 seria de um crescimento de 2,5%. "Agora, se for mantida a variação de 0,3% de junho e julho até o final do ano, o carregamento para 2013 seria de um crescimento de 1%", disse Francini.

Fiesp revisa projeção do PIB

A Fiesp revisou para baixo a sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012 de 1,8% para 1,4%. Essa foi a terceira revisão de expectativa do PIB feita pela Fiesp neste ano. A primeira projeção, feita no final de 2011, apontava para uma expansão de 2,6% da economia em 2012. Em junho, essa previsão foi reduzida para 1,8% e agora em agosto, para 1,4%.

Para o segundo trimestre, o Depecon espera que o PIB tenha avançado 0,4% na comparação com o primeiro trimestre. O PIB do segundo trimestre está previsto para ser divulgado na sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A previsão da Fiesp, segundo Francini, está alinhada com a projeção de 0,38% com a qual trabalha o Banco Central.

Francini avaliou ainda que não enxerga nos dados da balança comercial impactos da desvalorização cambial. "Ocorre que nós sofremos a maldade de o câmbio ter sido desvalorizado exatamente no momento em que o mundo está em crise."

Francini chamou a atenção ainda para o fato de o presidente do Banco Central norte-americano, Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, poder anunciar amanhã mais uma flexibilização monetária quantitativa (Quantitative Easing 3) que vai levar a uma desvalorização do dólar no mundo. "Isso é o contrário dos nossos objetivos", disse Francini, acrescentando que "todo o mundo xinga a China" por manter sua moeda, o yuan, desvalorizada para incentivar a sua produção. "Mas os outros também fazem isso. Os Estados Unidos estão desvalorizando e a Europa também quer desvalorizar."

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