Inadimplência aumentou no País em maio

Mais de 3,5 milhões de cheques (3.566.897) foram devolvidos no País em maio, um aumento de 9,6% em comparação com abril e de 9,3% em relação a maio do ano passado, revertendo a queda observada nos primeiros meses deste ano, informou a Equifax. Foi também o segundo maior número de devoluções já registrado desde que a Equifax começou a divulgar este levantamento de inadimplência no Brasil, em janeiro de 1999.Segundo a empresa, o resultado de maio deste ano só ficou abaixo do registrado em outubro de 2001, de 3.574.374 cheques devolvidos. Houve um crescimento geral da inadimplência no País em maio. O total de títulos protestados (765.415) também teve aumento de 6,6% no mês em relação a abril - o que representa queda, no entanto, de 3,4% em comparação com maio de 2002. O número de falências requeridas (2.026) subiu 7,1% ante abril deste ano, mas caiu 8,6% em relação a maio do ano passado.O levantamento da Equifax mostrou também que o número de cheques devolvidos emitidos por empresas atingiu o maior nível já constatado. Foram 375.949 cheques, um aumento de 11,3% sobre abril deste ano e de 17,3% em relação a maio de 2002. Também o número de títulos protestados de pessoas jurídicas teve crescimento de 8,7% em maio, na comparação com abril, e de 4,7% em relação a maio do ano passado.Segundo o assessor econômico da Equifax, João Pamplona, as empresas brasileiras encontram dificuldades crescentes para honrar seus compromissos, em função do desaquecimento da economia expresso na redução das vendas. Para ele, essa retração é provocada pela diminuição do poder aquisitivo dos trabalhadores e pela manutenção de taxas de juros altas, que têm sufocado o crédito tanto para as empresas quanto para os consumidores. Pamplona prevê que a decisão do Copom de manter a taxa Selic em 26,5% indica perspectivas de piora no comportamento da inadimplência no País também em junho. Para essa projeção, ele utiliza como comparação a relação do número de títulos protestados com o comportamento do PIB. Quando há crescimento menor do PIB, a inadimplência sobe.

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