Inadimplência cai 12,4% em SP na 1ª quinzena de agosto

Indicador de vendas a prazo, por sua vez, subiu 5,2%; segundo a ACSP, ‘consumidor continua evitando que o seu nome entre para o cadastro de devedores’

Beatriz Bulla, da Agência Estado,

16 de agosto de 2012 | 18h46

SÃO PAULO - O indicador que mede o movimento do comércio (IMC) para vendas a prazo subiu 5,2% na comparação dos primeiros quinze dias de agosto com o mesmo período de julho, informou a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Para fazer o levantamento quinzenal, que é relativo à capital paulista, a Associação usou o cadastro de clientes da Boa Vista Serviços, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC).

Na primeira quinzena de agosto ante os quinze dias inicias de julho, o Indicador de Consultas de Cheque (ICH) também subiu (15,3%). O balanço quinzenal da ACSP aponta ainda que o Indicador de Registro de Inadimplentes (IRI) caiu 12,4% no período analisado. Na mesma base de comparação, o Indicador de Recuperação de Crédito (IRC) da associação se manteve estável.

"O consumidor continua evitando que o seu nome entre para o cadastro de devedores. Ao mesmo tempo, os que estão no cadastro, procuram renegociar as dívidas, o que explica o ritmo moderado nas compras em geral", avalia a equipe da ACSP em nota distribuída à imprensa.

Variação anual

Na comparação da primeira quinzena de agosto com o mesmo período do ano passado, o indicador que mede o movimento do comércio teve alta de 2,7% na capital paulista. Na mesma base de comparação, o indicador de inadimplência cresceu 3% e o de recuperação de crédito subiu 8,5%.

Na comparação dos quinze primeiros dias de agosto deste ano com o mesmo período do ano passado, o Indicador de Consultas de Cheque (ICH) subiu 0,1%. A alta pouco expressiva neste indicador na comparação de 2011 com 2012 está relacionada com a temperatura, de acordo com a ACSP. "O clima quente para essa época do ano desestimulou a venda de roupas e calçados da coleção Outono/Inverno", diz a nota.

"Embora o ritmo de vendas permaneça moderado, o fato de o governo incentivar os investimentos na infraestrutura garantirá também o aumento da produção, viabilizando a retomada da atividade econômica em bases permanentes", comentou, em nota distribuída à imprensa, o presidente da ACSP, Rogério Amato.

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